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Previdência privada: entenda como funciona e saiba como se planejar para o futuro

Previdência privada: entenda como funciona e saiba como se planejar para o futuro
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Quando você menos espera, passaram-se 30 anos e é hora de se aposentar. Só que a saúde financeira do Brasil inspira cuidados. Por isso, vale a pena investir desde agora na previdência privada, uma alternativa para complementar sua renda e garantir um futuro mais estável. Fique conosco para entender os detalhes.

O que é previdência privada

Planos de previdência privada funcionam como um investimento de longo prazo. O objetivo é acumular patrimônio por um período, geralmente, superior a dez anos. É por isso que muitas pessoas recorrem ao método para ter uma fonte de renda a mais após a aposentadoria pelo INSS.

Os planos são vendidos por instituições financeiras, como bancos, corretoras e cooperativas de crédito. Cabe à organização fazer a gestão desses valores, de modo que rendam juros no decorrer do tempo.

No país, existem dois tipos de planos de previdência privada: PGBL e VGBL.

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é voltado para contribuintes que fazem a declaração completa do Imposto de Renda. Isso porque há benefícios fiscais. É possível deduzir até 12% da renda bruta tributável na base de cálculo.

Já os planos do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) não contam com essa vantagem, sendo indicados para quem realiza declaração simples ou é isento de IR. Por outro lado, o Imposto de Renda só incide sobre os rendimentos desse produto, não sobre o valor total.

Também é importante observar a diferença entre os dois tipos de tributação da previdência privada.

Se você pretende manter um investimento de médio prazo, com resgate em no máximo dez anos, prefira a Tabela Progressiva. A cobrança se assemelha à tabela do IR: quanto maior for a quantia depositada, mais altas serão as taxas, respeitando-se o teto de 27,5%.

Caso sua ideia seja usufruir do montante bem mais tarde, daqui a 20 ou 30 anos, então a solução está na Tabela Regressiva. Com ela, a alíquota do IR vai baixando progressivamente de 27,5% para 10%. 

Vantagens da previdência privada

Sem dúvidas, a maior vantagem da previdência privada está na ampliação do patrimônio. Dependendo do produto que você escolher, os rendimentos trarão um retorno bastante satisfatório no futuro. Vai ser possível reforçar a aposentadoria, pagar as contas do mês com folga e até fazer algumas extravagâncias financeiras de vez em quando.

Os planos privados se moldam às necessidades do cliente. Há opções conservadoras, moderadas e agressivas, que abrangem todos os perfis de investimento.

Além disso, existe a portabilidade. Quando as taxas estiverem muito altas, ou quando a rentabilidade ficar a desejar, você pode transferir seu dinheiro para outro pacote. Você pode escolher entre fundos da mesma instituição financeira ou, quem sabe, migrar para um novo emissor.

Cuidados na hora de contratar a previdência privada

Porém, com tanta flexibilidade, é preciso tomar alguns cuidados ao contratar esse investimento. Veja abaixo.

O primeiro ponto são os custos. Muitas organizações cobram a taxa de carregamento, uma quantia descontada em cima de cada aporte feito na aplicação. Ou seja: sempre que você injetar dinheiro no fundo, parte dele vai para a instituição gestora.

E ainda tem a taxa de administração. Trata-se de um percentual anual que incide sobre o valor total mantido na carteira. 

Outra questão é o período de carência. Algumas seguradoras estipulam prazos que variam entre 60 dias e 24 meses. As informações sobre os prazos deverão ser consultadas no regulamento de cada plano. 

Por fim, devemos alertar sobre o risco desse investimento. Os montantes destinados aos planos de previdência privada não têm respaldo dos Fundos Garantidores de Crédito (FGC e FGCoop). Isso significa que, se a gestora for à falência, os investidores perdem todo o dinheiro.

Como juntar dinheiro para a previdência privada

Diante das vantagens e dos riscos, é necessário entender bem o mercado para aderir à previdência privada com segurança. Confira algumas dicas:

1. Tenha uma reserva de emergência

Investimento de longo prazo fica retido na aplicação por vários anos. É um dinheiro com o qual você não pode contar para gastos emergenciais. Por isso, pense em previdência complementar apenas depois de montar sua reserva.

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2. Organize o orçamento

Alguns produtos desse tipo requerem um aporte mínimo inicial. Depois, o ideal é manter uma rotina de pagamentos todo mês, mesmo que sejam quantias pequenas. Assim você cria o hábito de poupar.

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3. Faça os cálculos

Analise muito bem as taxas e o regime tributário do plano de previdência privada para decidir onde alocar seus recursos. Uma escolha ruim pode acabar com a rentabilidade. 

4. Monitore os ganhos

Lembre-se de conferir os rendimentos do plano privado e compará-los com outros pacotes. Dependendo da situação, a portabilidade para um novo fundo será vantajosa.

5. Escolha uma instituição idônea

No fim das contas, a mecânica da previdência privada consiste em entregar seu patrimônio aos cuidados de uma gestora. Portanto, certifique-se da seriedade e da credibilidade dessa instituição. Isso diminui as chances de perdas no longo prazo.

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E aproveite para continuar de olho em nosso blog. Em breve, traremos mais conteúdo sobre educação financeira. Até lá!

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