Educação Financeira

Reserva de emergência: entenda o que é e como fazer a sua

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Você pode ser a pessoa mais organizada do mundo, mas imprevistos sempre acontecem. E, muitas vezes, eles envolvem gastos de última hora. É para evitar apertos no orçamento que existe a reserva de emergência, um investimento financeiro que todo mundo deveria fazer. Continue conosco e veja como começar.

O que é a reserva de emergência?

Os especialistas também chamam esse fundo de reserva de liquidez. Trata-se, em linhas gerais, de um dinheiro guardado para você usar a qualquer momento, desde que tenha um motivo urgente.

Por exemplo, digamos que um cano estourou em sua cozinha. É preciso providenciar o conserto imediatamente, senão a casa corre o risco de ficar sem água. Só que uma despesa dessas, por não ter sido planejada, pode custar caro e comprometer os pagamentos das demais contas do mês.

É nesses momentos críticos que recorremos à reserva de emergência. Esse recurso livra você de empréstimos ou dívidas no cartão de crédito, pois há uma grana acumulada para cobrir os gastos à vista. Assim, suas finanças continuam equilibradas apesar dos contratempos.

Quanto investir na reserva?

Seria difícil antever o preço de uma emergência, então aqui vale a regra do “quanto mais, melhor”. No entanto, como ninguém acumula milhões da noite para o dia, você deve começar o investimento com a quantia que puder.

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Recomenda-se que a reserva de liquidez chegue a um montante equivalente a pelo menos seis meses da renda da pessoa. Esse valor, além de custear compras e serviços inesperados, pode ajudar a segurar as pontas em épocas de crise – desemprego do trabalhador assalariado ou baixa nas vendas do autônomo.

Claro que não dá para juntar tanta grana de uma vez só. Por isso, você precisa recorrer a um planejamento financeiro e destinar, todo mês, uma pequena quantia à poupança de emergência. De pouco em pouco, um dia o patrimônio atinge esse patamar de segurança.

Onde investir o dinheiro de emergência?

Você deve montar sua reserva de emergência numa aplicação com liquidez diária. Isso significa que o dinheiro poderá ser resgatado a qualquer hora, sem perda do rendimento.

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A maioria dos brasileiros que guardam grana recorre à caderneta de poupança por se tratar de um produto seguro e tradicional. Porém, existem outras opções disponíveis, como os Certificados de Depósito Bancário (CDB) e os títulos do Tesouro SELIC.

Essas opções também têm o respaldo de instituições com alta credibilidade – os bancos, no caso do CDB, e o governo federal, no caso do Tesouro.

No mais, valores até R$ 250 mil são resguardados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e, no caso das cooperativas de crédito, o mesmo valor é resguardado pelo FGCoop em todas essas aplicações. Ou seja: você recebe a quantia de volta mesmo se a instituição financeira for à falência.

Como começar a reserva de emergência?

O ideal é alocar ao menos 10% da renda mensal na reserva de emergência. Faça de conta que se trata de uma despesa obrigatória, como o boleto de energia elétrica. Tão logo você receba seu salário, transfira parte dele para o fundo, que é para não cair na tentação de gastar tudo com bobagens.

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Não sobra tanto dinheiro assim para investir? Aí a saída está na contenção de despesas: faça uma planilha de gastos, avalie onde você pode economizar e corte os supérfluos.

Uma boa estratégia consiste em estabelecer metas. Elas funcionam como um estímulo para poupar mais e engordar a reserva em menos tempo. Depois que você atingir esse objetivo, poderá pensar na diversificação do patrimônio e aplicar em novos ativos financeiros. Mas isso é assunto para outro artigo…

Se quiser mais dicas de investimentos e educação financeira, siga de olho em nosso blog. Até a próxima!

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