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Empreendedorismo e os meios de pagamento digitais

Empreendedorismo e os meios de pagamento digitais
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As vendas no comércio varejista fecharam o primeiro semestre de 2021 com alta de 6,7%, segundo o IBGE. Trata-se de um cenário de recuperação, frente aos prejuízos causados pela pandemia de Covid-19. Nesse contexto, os empreendimentos que investem em meios de pagamento digitais acabam encontrando força para sobreviver.

A ideia é apresentar alternativas mais convenientes e seguras aos consumidores, garantindo o fluxo de caixa necessário para o funcionamento da empresa. Fique conosco para saber por que o seu negócio deve se adaptar a essa realidade.

Meios de pagamento digitais: o que são?

Meios de pagamento digitais são todos os métodos eletrônicos utilizados para viabilizar uma operação financeira. Entram aí os cartões de crédito e débito, as e-wallets e até mesmo as transações bancárias, como o Pix.

Essas alternativas ao dinheiro em espécie oferecem mais comodidade. Para a loja, a grande vantagem está na segurança, pois as plataformas digitais evitam o risco de calote. Isso ajuda na gestão das despesas.

Já a clientela ganha em praticidade. Com os meios eletrônicos, é possível pagar pelo pedido a qualquer hora, em qualquer lugar, viabilizando até mesmo as encomendas pela internet.

Vale lembrar que o e-commerce é uma forma de complementar a renda. Pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV aponta que esse segmento ainda é modesto entre as pequenas e médias empresas: apenas três em cada dez negócios têm mais de 50% do faturamento com vendas on-line. Ainda assim, o comércio eletrônico vem se expandindo, então é importante se atualizar.

Dica: Vantagens de usar canais digitais para transações financeiras

Empreendedorismo e os novos meios de pagamento

O relatório Global Payments Report 2021, da companhia internacional FIS, aponta que o pagamento em dinheiro ainda é o preferido no Brasil. Pelo menos, essa é a realidade nas lojas físicas. Só que os meios digitais vêm ganhando cada vez mais espaço. Confira alguns deles:

Cartão de crédito

As operações no cartão de crédito equivalem a 34% do valor de vendas no comércio físico. Já no e-commerce, esse é o meio de pagamento campeão, alcançando 43% do total.

Um ponto favorável para os consumidores é a opção de parcelar a compra. Isso permite adquirir bens de consumo mais caros sem estourar o orçamento do mês.

Porém, as lojas precisam se planejar com um bom capital de giro. Afinal, as operadoras de crédito levam, em média, 28 dias para repassar os valores. Além disso, as maquininhas de cartão cobram taxas sobre cada pagamento realizado.

Cartão de débito

Esse funciona como um ótimo substituto para o dinheiro em espécie. O valor é descontado à vista da conta corrente do consumidor. Assim, a pessoa não precisa circular pela rua carregando uma quantia muito alta.

Embora também haja cobrança de taxas para o lojista, o montante da transação fica disponível mais cedo. Em média, leva-se dois dias úteis até o dinheiro ser liberado. Ou seja: vale a pena oferecer essa alternativa de pagamento ao público.

Carteira digital

De acordo com o relatório da FIS, as e-wallets já superaram o boleto bancário nas compras pela internet, ficando com 17% do valor total de vendas. A praticidade e os mecanismos para evitar fraudes são pontos positivos desses meios de pagamento digitais.

Com esse tipo de tecnologia, a plataforma atua como um ambiente on-line para transferências. Todas as operações são feitas com um aplicativo de smartphone. Desse modo, o usuário não precisa ter um cartão de crédito ou débito para efetuar a compra.

Pix

O sistema de pagamentos instantâneos caiu nas graças dos consumidores brasileiros. Conforme informações do Banco Central, foram mais de R$ 1,1 trilhão movimentados via Pix só nos primeiros seis meses de funcionamento.

Pudera: essa opção possibilita transferir quantias inclusive aos sábados, domingos e feriados. O dinheiro cai na conta do destinatário em poucos segundos, qualquer que seja o banco. Para melhorar, não há cobrança de taxas a pessoas físicas.

Os pequenos empreendimentos têm muito a ganhar quando aceitam pagamento por Pix. Aliás, lembre-se de que dá para gerar um QR Code na etiqueta do produto. Então, basta o cliente aproximar o celular da imagem para concluir a compra, sem fornecer dados pessoais nem digitar senha na maquininha. É rápido e seguro!

Dica: Conheça os impactos do Pix na sociedade brasileira

O futuro dos meios de recebimento

A cartilha Meios de Pagamentos Digitais, do Sebrae, destaca que os smartphones poderão substituir os cartões de crédito e débito nas compras em lojas físicas. É que os modelos de celular mais recentes vêm equipados com a tecnologia NFC (Near Field Communication).

Nesse sistema, o cliente pode aproximar o celular da máquina leitora, como já acontece com os cartões do tipo contactless. O dinheiro será descontado automaticamente no aplicativo (carteira digital, app do banco ou app da operadora de crédito).

No entanto, a aderência a essa nova fase depende de mudanças de hábitos. Não só os empreendedores terão que adquirir maquininhas compatíveis com NFC, como os próprios consumidores deverão se acostumar a esse jeito de pagar as compras.

Será que a moda pega? Fique de olho no blog da Cresol para saber as novidades do mercado financeiro. Em breve, voltaremos com mais informações. Até lá!

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