Comportamento

Pix: impactos do novo meio de pagamento

Pix: impactos do novo meio de pagamento
Tempo de Leitura: 3 minutos

Se preferir, ouça a narração deste artigo:

A chegada do Pix revolucionou o sistema financeiro do Brasil. Segundo o Banco Central (BC), esse método de pagamento instantâneo movimentou mais de R$ 1,1 trilhão nos primeiros seis meses de funcionamento. Já o número de operações no período ultrapassou a marca de 1 bilhão.

O sucesso imediato está relacionado à praticidade. Mas não para por aí. Continue conosco para saber os impactos do Pix no dia a dia dos consumidores e aproveite para conhecer as perspectivas futuras. Novos serviços devem surgir nos próximos meses.

Como o Pix funciona?

Se você ainda não ativou sua chave Pix, vamos recapitular brevemente do que se trata. Esse é um sistema para pagamentos e transferências que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, até mesmo nos feriados.

Ao contrário dos métodos tradicionais, como TED e DOC, a operação ocorre na mesma hora. Falando em termos mais precisos, são necessários apenas 10 segundos para o dinheiro cair na conta do destinatário. E o melhor é que esse serviço é gratuito para pessoas físicas – na Cresol, pessoas jurídicas também não são tarifadas -, tornando o processo não só prático, como vantajoso do ponto de vista econômico.

Para realizar transações com o Pix, a maneira mais fácil é cadastrar uma chave de acesso. Pode ser endereço de e-mail, número de telefone celular ou número do CPF/CNPJ. O sistema também oferece a opção de gerar um código aleatório. 

Essa é a única informação que você fornece. Ou seja: acabou aquele transtorno de digitar nome do banco, agência e número da conta – o que ainda é possível ser feito, mas torna a transação mais complicada. Além disso, os usuários não precisam expor tantos dados pessoais. 

E tem mais: o Pix ainda pode substituir cartão de débito ou boleto bancário. Isso porque é possível realizar compras em lojas apontando o smartphone para um QR code. É só ler a imagem que a plataforma abre a área de pagamento num instante.

Dica: O que é Pix: entenda o novo sistema de pagamentos instantâneos

Quais são os impactos do Pix no Brasil? 

O BC informa que já existem mais de 88,5 milhões de cadastrados no Pix, sendo 83 milhões de pessoas físicas e 5,5 milhões de empresas. Quer saber as consequências desse movimento para o sistema financeiro nacional? Então acompanhe a lista:

Diminuição de TED e DOC

Em abril deste ano, as transações via Pix superaram todas as operações de DOC, TED, boletos e cheques somadas! O crescimento dessa alternativa era de se esperar, dada a eliminação das taxas de transferência e a agilidade para concluir o processo.

Menos transações em espécie

As movimentações eletrônicas também aumentam a segurança do consumidor, que não precisa carregar um volume alto de dinheiro em espécie para efetuar pagamentos. Já no caso de bancos e financeiras, a logística sai mais barata. Afinal, cédulas de papel têm que ser transportadas e armazenadas, gerando custos para as instituições.

Redução nos saques em caixas eletrônicos

Seguindo essa lógica, a redução de saques nos terminais é outra consequência do Pix. O papel-moeda vem se tornando cada vez menos necessário, pois as operações acontecem no meio digital. Inclusive, há um projeto de lei na Câmara dos Deputados para extinguir o dinheiro físico no Brasil.

Substituição do código de barra

O recém-lançado Pix Cobrança promete ser um concorrente direto do boleto bancário. Agora as empresas podem gerar QR codes e incluir para acelerar o pagamento de produtos ou serviços e incluir informações como vencimento e juros. A grande diferença é que o dinheiro chega, na hora, à conta da pessoa jurídica.

Mais competitividade no mercado financeiro

O Pix é prático, seguro e acessível. Segundo o BC, isso fez a adesão à novidade ser mais rápida, se comparada a outros métodos de pagamento instantâneo no mundo. Nesse cenário, bancos, cooperativas e fintechs acabam desenvolvendo mais serviços para oferecer vantagens ao público e conquistar clientela. Ótimo para pessoas não bancarizadas, que finalmente têm condições de ingressar no sistema financeiro.

Queda no mercado de adquirência

Se muitos ganham, alguns podem perder. No caso, estamos falando das maquininhas de crédito e débito, que correm risco de ficar em segundo plano. Um estudo conduzido pela consultoria alemã Roland Berger aponta que o chamado mercado de adquirência deve deixar de arrecadar até R$ 13 bilhões por ano em receitas por causa da adesão ao Pix.

O futuro do Pix

Cabe destacar que os impactos do Pix não significam o fim do dinheiro vivo nem dos cartões de débito. O Banco Central tem estudado novas funcionalidades para o sistema que incluem, veja só, transações em espécie.

No Pix Saque, a proposta é o usuário fazer um Pix e receber a quantia em notas. Outra possibilidade seria o Pix Troco para reembolsar valores. Por exemplo, se a pessoa compra um produto de R$ 100, mas faz um Pix de R$ 150, ela recebe os R$ 50 de volta em espécie. Ainda não há previsão para data de lançamento desses serviços.

Gostou de conhecer os impactos do Pix no Brasil? Entendeu por que esse meio de pagamento revolucionou a forma como os brasileiros lidam com dinheiro?

Esperamos que o conteúdo de hoje tenha sido útil para você. Se gostou, continue de olho no blog da Cresol para mais informações sobre investimentos e educação financeira. Até a próxima!

Categorias: Comportamento , Soluções Financeiras