Comportamento

Conheça as mais novas medidas de segurança do Pix

Conheça as mais novas medidas de segurança do Pix
Tempo de Leitura: 3 minutos

Se preferir, ouça a narração deste artigo:

O sistema de pagamento instantâneo caiu no gosto do público, mas também gerou ação de golpistas. Por isso, recentemente, o Banco Central instituiu novos mecanismos de segurança no Pix. Com eles, as movimentações financeiras ficam ainda mais protegidas, mas sem comprometer a praticidade. Fique conosco e entenda os detalhes.

Pix: meio de pagamento transformou as operações financeiras

É fácil entender por que tantos brasileiros já aderiram ao Pix. Esse sistema permite realizar pagamentos 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive aos feriados.

Apenas nos primeiros seis meses de funcionamento, foram mais de R$ 1,1 trilhão movimentados dessa maneira, de acordo com o Banco Central (BC). Atualmente, as transações com Pix superam a soma das operações efetuadas com quatro outros recursos – TED, DOC, boleto e cheque.

Dá até para substituir dinheiro e cartão. Faltou trocado para pagar o vendedor ambulante na praia? Basta usar o celular e fazer um Pix para a conta dele. Você se esqueceu do cartão de débito em casa? Novamente, é só recorrer ao pagamento eletrônico.

Dica: Conheça 7 meios de pagamento e entenda como funcionam

Porém, tamanha praticidade exige atenção! Bandidos aproveitam a instantaneidade do Pix para aplicar golpes financeiros. Eles podem, por exemplo, roubar a identidade de uma pessoa conhecida ou se fazer passar por uma empresa de cobrança. Então, pedem o envio de uma quantia em dinheiro para resolver um problema qualquer.

Só que o tal problema não existe. A situação não passa de uma estratégia para tirar dinheiro de alguém. Ou seja: embora o Pix facilite nosso dia a dia, é preciso tomar cuidado com as operações financeiras realizadas em ambiente digital.

Conheça as medidas de segurança do Pix

Para proteger a população contra essas tentativas de golpe, o BC instituiu ferramentas que elevam a segurança do Pix. Elas estipulam limites de valor para as transações, além de possibilitar o bloqueio de contas suspeitas. Confira os detalhes:

Limites noturno e diurno

Desde outubro de 2021, as transferências entre pessoas físicas via Pix respeitam um limite diário de R$ 1 mil das 20h às 6h. Essa é uma medida para barrar a saída de cifras muito altas – o que geralmente acontece em ações fraudulentas, ou mesmo durante sequestros relâmpagos.

Os clientes das instituições financeiras também podem definir um limite por transação. Mesmo que o teto do período noturno seja de R$ 1 mil, você consegue restringir cada transferência a R$ 100, por exemplo.

Para o horário diurno, entre as 6h e às 20h, a limitação varia de um banco a outro. Se for do seu interesse, você pode personalizar um valor máximo, conferindo ainda mais segurança às suas movimentações eletrônicas.

Bloqueio Cautelar

O bloqueio preventivo permite à instituição financeira analisar com cuidado as suspeitas de fraude. Isso inclusive aumenta as chances de uma vítima receber o dinheiro de volta após um golpe.

Via de regra, o sistema do Pix faz uma conferência automática dos dados bancários, e isso dura poucos segundos. Se tudo estiver certo com a transação, o saldo é depositado na conta de destino instantaneamente.

No entanto, caso a rede identifique uma situação de risco, o acesso ao dinheiro fica bloqueado por até 72 horas. Durante esse tempo, uma equipe de colaboradores faz uma checagem manual para saber se está tudo bem. Havendo confirmação de fraude, o dinheiro é devolvido para quem fez o Pix.

Mecanismo Especial de Devolução (MED)

E quando ocorre golpe, mas o sistema não bloqueia o valor transferido? Tarde demais para a vítima reaver a quantia? Nada disso!

Nessa hipótese, existe a possibilidade de acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do dinheiro. Para tanto, é necessário registrar um boletim de ocorrência e entrar em contato pelos canais oficiais de comunicação de sua instituição financeira.

A empresa entrará em contato com o banco que recebeu o Pix. A partir daí, há um prazo de sete dias para a confirmação da fraude e a devolução da quantia.

O MED ainda pode ser acionado para corrigir falhas operacionais. Para ilustrar, digamos que você enviou um pagamento e a transação saiu duplicada. Nesse caso, a instituição financeira tem até 90 dias para solicitar o estorno, que deverá ser imediato.

Dica: Tudo sobre Pix – tire suas dúvidas

Conte com as soluções financeiras da Cresol

Importante: tanto o Bloqueio Cautelar quanto o MED são mecanismos de segurança do Pix, mas não servem para desacordos comerciais. Se você desistiu de uma compra e quer a devolução do pagamento, precisará negociar outros meios com a loja.

O mesmo vale para transferências realizadas por engano. Mandou um Pix para a pessoa errada? O jeito é contar com a boa-fé para que ela devolva o dinheiro.

Quer mais dicas para realizar operações bancárias com segurança? Siga de olho no blog da Cresol.

E aproveite para conhecer nossas soluções financeiras. Aqui os cooperados pagam com Pix, usam cartão e têm diversas opções de crédito à sua escolha.

Categorias: Comportamento , Dicas , Educação Financeira