O que é cooperativismo: entenda esse modelo de negócio
Já imaginou fazer parte de uma instituição em que todos os integrantes também são donos do negócio? Esse é o princípio do cooperativismo: unir forças para crescer juntos, equilibrando desenvolvimento econômico e social. Mais do que uma simples estrutura organizacional, essa filosofia promove oportunidades mais justas e sustentáveis para todos.
Quer saber mais? A seguir, vamos contar a origem desse conceito, explicar como funciona uma cooperativa e destacar os princípios que norteiam esse tipo de associação.
Índice
O que é cooperativismo? Entenda o conceito (e um pouco da História)
O cooperativismo pode ser definido como a colaboração entre pessoas com interesses em comum. Ao se unirem, elas conquistam benefícios que dificilmente alcançariam sozinhas, fortalecendo tanto o desenvolvimento econômico quanto o social.
A história desse movimento começou em 1844, na cidade de Rochdale, na Inglaterra. Na época, um grupo de 28 trabalhadores – 27 homens e uma mulher – fundou um armazém coletivo para comprar alimentos em grandes quantidades e garantir preços mais justos. O sucesso da iniciativa transformou a Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale em um modelo para o cooperativismo moderno. Em apenas 12 anos, o grupo cresceu para 3.450 membros e acumulou um capital de 152 mil libras.
Desde então, o cooperativismo evoluiu e se adaptou às novas demandas da sociedade. Hoje, ele está presente em diversos setores, como crédito, agronegócio, saúde e transporte, sempre promovendo o crescimento coletivo e oferecendo soluções mais acessíveis para seus cooperados.
História do cooperativismo de crédito no Brasil
O responsável pela chegada do modelo cooperativista ao país foi o padre suíço Theodor Amstad. O jesuíta chegou ao Rio Grande do Sul em 1885, para trabalhar nas colônias de imigrantes alemães.
Enquanto realizava sua função nas capelas do interior, ele observava a precariedade daquelas comunidades. Resolveu, então, apresentar uma solução que tornasse as famílias dos colonos mais prósperas.
Conhecedor do cooperativismo, Amstad juntou-se a 19 lideranças comunitárias para construir a Caixa de Economias e Empréstimos que levava seu sobrenome. A sede da organização ficava na localidade de Linha Imperial, no município de Nova Petrópolis. Hoje a organização é denominada Sicredi Pioneira RS.
Mais adiante, na década de 1920, cooperativas gaúchas já haviam se unido para conceber a primeira central brasileira do setor – a Central das Caixas Rurais da União Popular do Estado do Rio Grande do Sul, Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada. Algumas delas resistiram inclusive à ditadura militar, quando a legislação restringiu as condições de funcionamento dessas entidades.
Entre as décadas de 1960 e 1980, contudo, a quantidade de cooperativas de crédito minguou. Foi apenas depois da abertura política e econômica do país que um movimento, liderado por Mário Kruel Guimarães, fez renascer o cooperativismo na região Sul do Brasil. Com a reestruturação do sistema, a concessão de crédito rural para associados foi adotada nos três estados daquele ponto do mapa.
Nos últimos anos, o setor cooperativista passou por uma transformação digital significativa. Com o avanço da tecnologia, as cooperativas adotaram aplicativos, internet banking e inteligência artificial para otimizar serviços e facilitar o acesso dos cooperados às suas soluções financeiras. Além disso, o uso de análise de dados e blockchain vem fortalecendo a segurança e a transparência na gestão das cooperativas.
Dessa forma, o cooperativismo segue evoluindo, combinando seus princípios centenários com inovações que garantem mais praticidade e eficiência para os cooperados. Seja no meio rural ou urbano, essa é uma forma sustentável e democrática de fortalecer a economia e promover o desenvolvimento social.
Como funciona uma cooperativa?
As sociedades cooperativas são formadas por indivíduos que exercem uma atividade econômica em comum. Elas não visam ao lucro, mas, sim, à prestação de serviços aos associados.
Regidas pela Lei Nº 5.764/71, que estabelece a Política Nacional do Cooperativismo, essas organizações atuam em diversas áreas, como crédito, consumo, saúde, transporte e produção agropecuária.
No cooperativismo de crédito, por exemplo, os cooperados podem contratar empréstimos com taxas mais acessíveis, contar com atendimento personalizado e participar ativamente das decisões por meio de votações em assembleias.
A transformação digital revolucionou o funcionamento das cooperativas. Como já vimos, muitas delas oferecem internet banking, aplicativos mobile, pagamentos por Pix e outros recursos tecnológicos para atendimento ao cooperado. Essas inovações tornaram os serviços mais acessíveis, permitindo que os cooperados realizem transações e acompanhem sua movimentação financeira de forma prática e segura.
Cooperativismo: quais são os ramos de atuação?
Há diferentes segmentos do cooperativismo, conforme o ramo de atuação e as necessidades dos envolvidos. A lista foi atualizada em 2020, chegando à seguinte classificação:
- Agropecuário: esse segmento abrange as cooperativas de produtores rurais e de pescadores, entre outras. A união das forças ajuda na comercialização e no armazenamento da produção, além de possibilitar assistência técnica para os associados.
- Crédito: o grupo é composto por cooperativas que prestam serviços financeiros, como empréstimo, financiamento e aplicações. Elas têm o objetivo de facilitar a entrada dos participantes no mercado, já que operam com taxas mais baixas e com menos burocracia.
- Transporte: esse setor envolve as pessoas que atuam no transporte de passageiros e aquelas que transportam carga. Para tanto, os cooperados devem ser proprietários dos veículos em circulação. Há modalidades variadas dessas cooperativas – para táxi, ônibus, transporte escolar, frete de mercadorias etc. Cada uma tem suas especificidades.
- Trabalho, Produção de Bens e Serviços: esse segmento do cooperativismo contempla a prestação de serviços especializados, indo do turismo ao beneficiamento de material reciclável. As organizações surgem para elevar a remuneração e as condições de trabalho de uma determinada categoria.
- Saúde: essas associações cooperativas são formadas por médicos, dentistas ou outros profissionais da área. Ainda, pode abranger usuários comuns para a constituição de uma operadora de plano de saúde.
- Consumo: cooperativas de consumo existem para viabilizar a compra coletiva de produtos ou serviços. Dessa maneira, os cooperados obtêm preços mais competitivos e poupam recursos, garantindo a sustentabilidade financeira de seus negócios.
- Infraestrutura: o ramo do cooperativismo de infraestrutura fornece imóveis, energia elétrica, rede de telefonia e outros serviços essenciais. Isso possibilita o acesso a uma estrutura básica para o crescimento econômico e produtivo dos pequenos associados.
- Cooperativas digitais: atuam no desenvolvimento e oferta de soluções tecnológicas, como softwares, aplicativos e plataformas online, que atendem tanto a empresas quanto a consumidores. Esse modelo cooperativista democratiza o acesso à inovação, tornando a tecnologia mais acessível.
- Energia renovável: impulsionam a geração compartilhada de energia limpa, como solar e eólica, permitindo que cooperados adquiram cotas de usinas e reduzam os custos com eletricidade. Esse formato beneficia tanto consumidores individuais quanto empresas e comunidades.
- Economia colaborativa: fomenta o compartilhamento de recursos e serviços, promovendo o consumo consciente e sustentável. Exemplos incluem cooperativas de coworking, onde profissionais dividem espaços de trabalho, e iniciativas de transporte coletivo sustentável, como sistemas de caronas compartilhadas e frotas de veículos elétricos cooperativos.
Quais são os tipos de Sociedades Cooperativas?
Dentre os segmentos do cooperativismo, as sociedades cooperativas podem se organizar de diferentes maneiras, de acordo com seu porte e suas necessidades. É importante compreender essa estruturação para que o cooperado entenda seu papel nesse universo e saiba como a cooperativa a qual ele é associado está organizada.
Em resumo, as sociedades cooperativas estão sistematizadas em três instâncias, que vamos conhecer melhor a seguir.
Singular
É o primeiro nível, onde tudo inicia. Uma cooperativa singular é a ponte de contato direto com o associado, é onde acontece a prestação de serviço do segmento em que a cooperativa atua.
Ela pode atender tanto pessoas físicas quanto empresas; no entanto, no caso de pessoas jurídicas não é permitido atendimento àquelas que atuam no mesmo campo que a cooperativa.
Central
Também chamada de federação, é a “união” das cooperativas singulares. Ou seja, para a existência de uma central, é necessário que se tenha singulares já consolidadas e em busca de uma expansão forte e organizada.
Vale ressaltar que é necessário, no mínimo, três cooperativas singulares para, então, constituir uma central. O objetivo é o ganho em escala de maneira a fortalecer cada vez mais sua atuação em prol dos seus cooperados.
Importante também destacar que uma central não é necessariamente delimitada geograficamente; ou seja, ela pode ser a reunião de cooperativas singulares de diferentes locais.
Confederação
É a última instância do cooperativismo. Trata-se da união de três ou mais centrais. Vale observar que cada nível é uma expressão maior e busca mais segurança, mais escala e mais organização na prestação de serviço ao cooperado.
Assim, a confederação é responsável por decisões maiores, que vão ser absorvidas pelas centrais e, posteriormente, pelas Singulares.
Por exemplo: a Cresol perto de você é uma agência, que está vinculada a uma cooperativa singular. Essa cooperativa faz parte de uma central que, por sua vez, está diretamente relacionada à confederação.
Essa estrutura do cooperativismo permite que o associado fique tranquilo, já que integra um sistema sólido e seguro!
Cooperativismo x outros modelos de negócio
O cooperativismo se diferencia de outros modelos de negócio, como empresas privadas e associações, tanto em sua estrutura organizacional quanto em seus objetivos e impacto econômico. O objetivo central de uma cooperativa não é o lucro, mas sim o desenvolvimento econômico e social de seus membros e da comunidade onde está inserida.
Enquanto as cooperativas são formadas por no mínimo 20 pessoas com interesses comuns e operam de maneira democrática, as empresas privadas podem ser fundadas por uma única pessoa ou um pequeno grupo de sócios, onde a tomada de decisões segue uma hierarquia definida pelos acionistas majoritários.
Já nas empresas privadas, o foco principal é a maximização do retorno financeiro para os proprietários ou investidores. Ainda, enquanto os resultados financeiros das cooperativas podem ser distribuídos entre os cooperados proporcionalmente à sua participação, nas empresas privadas, os lucros pertencem aos acionistas e sócios.
Tanto cooperativas quanto associações promovem a colaboração entre seus membros, mas possuem propósitos distintos. Porém, as associações são voltadas para atividades sociais, culturais ou filantrópicas, sem fins lucrativos, e seus membros não necessariamente se beneficiam financeiramente das atividades realizadas.
Outra diferença fundamental é que, no caso de dissolução, o patrimônio de uma associação deve ser destinado a outra entidade similar, enquanto, em uma cooperativa, os bens podem ser divididos entre os cooperados.
Diante das crises econômicas, o cooperativismo tem se mostrado um modelo resiliente e sustentável. Durante períodos de recessão, cooperativas oferecem crédito acessível, oportunidades de trabalho e fortalecimento da economia local, mitigando os impactos da instabilidade financeira.
Além disso, a digitalização e a inovação tecnológica estão permitindo que novas cooperativas, como as digitais e de energia renovável, ampliem sua atuação e modernizem sua gestão.
Com uma abordagem centrada na colaboração e no bem-estar coletivo, as cooperativas seguem crescendo e se consolidando como alternativas viáveis para inclusão financeira, geração de empregos e desenvolvimento sustentável.

Conheça os 7 princípios do cooperativismo
Mas qual será o segredo para a longevidade do espírito cooperativista? Talvez a resposta esteja nos princípios norteadores desse modelo organizacional. São valores sólidos, que vêm sendo reforçados desde o início das atividades em Rochdale, no ano de 1844.
Acompanhe:
1. Adesão voluntária e livre
Qualquer pessoa interessada em participar de uma cooperativa é bem-vinda, se estiver alinhada ao objetivo econômico da instituição e disposta a assumir a responsabilidade. Não existe discriminação por gênero, etnia, classe, ideologia política ou crença religiosa. Essa máxima também se aplica às centrais e federações (cooperativas de cooperativas) e às confederações (cooperativas de federações).
2. Gestão democrática
O controle de uma cooperativa é exercido por todos os seus membros. Eles podem — e devem — participar ativamente da formulação de políticas e das tomadas de decisão. Para que esse processo ocorra de forma organizada, são conduzidas eleições, nas quais se escolhem os representantes oficiais do grupo. Ou seja: a gestão dos trabalhos se baseia numa postura democrática.
3. Participação econômica dos membros
Assim como têm o direito de tomar decisões, os cooperados têm o dever de contribuir com o capital da organização. O montante se torna propriedade comum da cooperativa — para aquisição de equipamentos, custeio das atividades etc. Se houver excedente, o dinheiro pode ser revertido em benefício dos membros. A destinação dessa quantia costuma ser definida em assembleia.
4. Autonomia e independência
Cooperativismo sempre foi sinônimo de liberdade. Portanto, nada deve mudar isso. As cooperativas até podem firmar acordos com outras organizações públicas ou privadas, mas o controle democrático tem de continuar nas mãos dos membros. Essa independência em relação aos demais poderes é o que favorece a ajuda mútua entre os participantes, com base nos seus interesses comuns.
5. Educação, formação e informação
Uma das funções do cooperativismo é atuar no desenvolvimento das comunidades nas quais as associações estão inseridas. Isso se faz com educação. Palestras, cursos técnicos e workshops contribuem para a capacitação dos associados. Assim, eles podem qualificar ainda mais seus negócios, gerando produtividade e conquistando mais competitividade de mercado. E, claro, trazendo mais retorno financeiro às próprias cooperativas.
6. Intercooperação
Cooperar significa trabalhar em conjunto. A soma das partes dá força para o movimento seguir adiante. Porém, às vezes, essa união não fica restrita a estruturas locais. Pode haver cooperativas regionais, nacionais e, por que não, internacionais. O que importa é agir em prol do bem comum, independentemente de barreiras geográficas ou culturais.
7. Interesse pela comunidade
Ainda que o cooperativismo possa se espalhar pelo mundo inteiro, a fagulha inicial parte de comunidades menores. Existe uma intenção genuína de agir em favor do desenvolvimento sustentável, e isso sempre começa numa escala micro. Desse modo, as políticas aprovadas pelos cooperados consideram a realidade do entorno, de forma que os problemas locais sejam sanados e a região prospere.
Os símbolos do cooperativismo
Falando em jeitos de atingir novos públicos, cabe mencionar a linguagem visual. O cooperativismo conta com símbolos bastante representativos, que sintetizam valores por meio de imagens.
Um deles é o círculo envolvendo dois pinheiros. A marca, nas cores verde e amarelo, carrega consigo diversas representações.
Essa espécie de árvore é símbolo da imortalidade e da fecundidade, pois cresce em terras pouco férteis e se espalha de maneira fácil. Já o invólucro redondo remete a tudo que é eterno, posto que não tem começo nem fim.
Observe, ainda, como os pinheiros se projetam para o alto. A direção ascendente traz a ideia de que a união cooperativista tende a crescer mais e mais.
Quanto à paleta utilizada, o verde-escuro simboliza a natureza e o equilíbrio com o meio ambiente. O amarelo, por sua vez, faz alusão ao sol, uma fonte permanente de energia e calor.
Junto ao círculo com os pinheiros, a identidade visual do cooperativismo ainda tem uma bandeira. Nela, há um arco-íris do qual emergem pombas da paz. Abaixo vem o logotipo da ACI.
Cada cor tem um significado. A saber:
- Vermelho: a coragem;
- Alaranjado: a visão de futuro;
- Amarelo: os desafios em casa, na família e na comunidade;
- Verde: o crescimento individual, tanto como pessoa quanto como cooperado;
- Azul: o horizonte distante e a necessidade de ajudar os menos afortunados, unindo uns aos outros;
- Anil: a necessidade de ajudar a si próprio e aos outros por meio da cooperação;
- Violeta: a beleza, o calor humano e o coleguismo.
Quantos propósitos numa única ilustração, hein?
Por que se associar a uma cooperativa?
Até agora explicamos o que é o cooperativismo, como ele surgiu, quais são os segmentos atuantes no Brasil e quais princípios norteiam esse modelo de negócio. Para completar o artigo, vamos citar os motivos que levam alguém a se associar a uma cooperativa. Talvez você já desconfie de alguns deles, mas não custa reforçar.
1. Acesso a crédito e bens de consumo
Pequenos empreendedores disputam espaço no mercado com grandes conglomerados, que produzem em escala e praticam preços menores. Por isso, têm que se profissionalizar.
Só que o investimento em qualificação, insumos e equipamentos acaba se tornando pesado demais. Ninguém consegue arcar com tantas despesas sozinho. Nesse cenário, é graças à soma de forças do cooperativismo que muita gente conquista a prosperidade nos negócios, pois pode obter empréstimos e outros recursos.
2. Todo mundo é dono
Quando você ingressa numa cooperativa, deixa de ser apenas cliente para tornar-se sócio de uma organização. E ninguém melhor que os próprios donos para desejar o sucesso da empreitada!
Seguindo essa lógica, os associados dividem as responsabilidades, denunciam falhas e sugerem melhorias para participar ativamente da mudança. As decisões coletivas ajudam a construir um projeto que tenha “a cara” de todo mundo, atendendo a seus anseios e suas necessidades.
3. Tomada democrática de decisões
Um dos maiores benefícios de ingressar numa cooperativa está, justamente, no poder de decisão. Cada cooperado tem peso igual de voto nas assembleias, independentemente do número de cotas-partes adquiridas.
Esse tipo de gestão se torna mais democrático, considerando os interesses da maioria dos clientes/sócios. Portanto, os rumos do negócio podem até visar ao ganho de capital, mas nunca abrem mão do bem-estar dos associados.
4. Participação nos resultados
É fato que os participantes da cooperativa precisam investir algum dinheiro, com a aquisição de cotas-partes, para viabilizar a operação. Por outro lado, o retorno aparece de diversas maneiras, inclusive com uma graninha extra no fim do ano.
Como o cooperativismo não visa ao lucro, todas as sobras monetárias do período são repartidas entre os membros do grupo. Uma votação decide se essa quantia será embolsada por cada indivíduo ou reinvestida para custear despesas da organização.
5. Rendimentos superiores
O sistema cooperativista goza de isenção tributária. Por conta disso, oferece serviços com uma melhor taxa de retorno.
Você pode, por exemplo, aplicar parte de suas economias em depósitos a prazo. Os rendimentos serão superiores aos praticados no mercado.
6. Comprometimento com a comunidade
O grande objetivo do cooperativismo é oferecer recursos para os participantes prosperarem. Estamos falando não só de aporte financeiro, como também de cursos de capacitação e atividades relacionadas.
Esse modelo organizacional parte do pressuposto de que, quando um ganha, todos ganham. A oportunidade oferecida a um único sócio acaba trazendo retorno para toda a comunidade.
7. Atendimento diferenciado
Aliás, tamanho senso comunitário se reflete até no dia a dia. Os associados são mais que um número: eles representam histórias de vida que colaboram para construir aquele empreendimento. Sendo assim, ao buscarem atendimento numa unidade da cooperativa, todos são tratados com respeito e afetividade.
Benefícios do cooperativismo
O cooperativismo oferece uma série de benefícios que vão além do retorno financeiro, promovendo o desenvolvimento econômico, social e humano de seus membros e da comunidade.
Diferente de empresas tradicionais, onde o foco está no lucro, as cooperativas atuam de forma democrática, garantindo que todos os cooperados tenham voz ativa nas decisões e compartilhem dos resultados conforme sua participação. Esse modelo fortalece a economia local, estimula a inclusão e proporciona condições mais justas para seus associados.
No aspecto social, as cooperativas promovem a colaboração e o bem-estar coletivo. Ações voltadas para educação, qualificação profissional e sustentabilidade fazem parte de sua essência, criando um ambiente de crescimento contínuo para os cooperados e para a sociedade ao redor.
Além disso, iniciativas sociais e ambientais reforçam o compromisso do cooperativismo com a responsabilidade compartilhada e com a construção de um futuro mais equilibrado.
Do ponto de vista econômico, a estrutura cooperativa proporciona acesso a serviços financeiros, tecnologias e oportunidades que, individualmente, poderiam ser inacessíveis. A distribuição de sobras financeiras, baseada na participação de cada cooperado, gera um retorno mais justo e sustentável. No caso das cooperativas de crédito, por exemplo, as taxas são mais atrativas e as decisões são tomadas em conjunto, criando um sistema mais transparente e vantajoso para os associados.
Por fim, o cooperativismo valoriza as pessoas acima de tudo. O modelo baseado na solidariedade e na igualdade promove um ambiente de trabalho e negócios mais humano, onde os interesses coletivos são priorizados.
Fazer parte de uma cooperativa significa crescer financeiramente, enquanto contribui para um ecossistema econômico mais justo, colaborativo e inovador.
Dia Internacional do Cooperativismo
Faz algum tempo que contamos até com uma data comemorativa para explicar o que é o cooperativismo e divulgar como esse modelo organizacional impacta positivamente o mundo. As celebrações ocorrem todos os anos, no primeiro sábado de julho.
A oficialização da efeméride ocorreu apenas no ano de 1995, marcando o centenário da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). No entanto, comemorações do tipo já aconteciam desde a década de 1920, com o objetivo de enaltecer a confraternização dos povos ligados ao movimento cooperativista.
Originalmente chamado de “Dia da Cooperação”, o Dia Internacional do Cooperativismo dispõe de uma série de atividades alusivas à data. São palestras, concursos e exposições que espalham ainda mais essa filosofia ao redor do globo.
Cada nova edição traz uma temática diferente. O CoopsDay, como é conhecido internacionalmente, promove o diálogo com a sociedade. Ele é uma ferramenta para conscientizar sobre o cooperativismo e promover as iniciativas do movimento, principalmente entre aqueles que ainda não o conhecem.
A partir dessas ações anuais, cada vez mais pessoas podem compreender como existem alternativas para um desenvolvimento sustentável. Afinal, é possível, sim, priorizar o bem-estar coletivo tanto quanto a viabilidade econômica.
É disto que se trata: dar visibilidade à causa para fortalecer o caminho rumo a um futuro justo e próspero para todos.
Perguntas frequentes sobre cooperativismo
O que é uma cooperativa?
Uma cooperativa é uma associação de pessoas que se unem voluntariamente para satisfazer necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais comuns por meio de uma empresa de propriedade conjunta e democraticamente controlada.
Como funciona a gestão em uma cooperativa?
A gestão das cooperativas é baseada em uma postura democrática. Todos os membros têm o direito de participar ativamente na formulação de políticas e na tomada de decisões, o que é realizado por meio de eleições para escolher os representantes oficiais do grupo.
Qual é o papel dos membros na economia da cooperativa?
Os membros de uma cooperativa, ou cooperados, têm o dever de contribuir com o capital da organização. Este capital é utilizado para a aquisição de equipamentos e custeio das atividades. Se houver excedentes, estes podem ser revertidos em benefício dos membros, geralmente decidido em assembleia.
As cooperativas são independentes?
Sim, as cooperativas são autônomas e independentes. Elas podem firmar acordos com outras organizações, mas o controle democrático deve permanecer nas mãos dos membros.
Como as cooperativas beneficiam a comunidade?
As cooperativas têm um interesse genuíno no desenvolvimento sustentável das comunidades locais. Elas criam políticas que consideram a realidade do entorno e ajudam a resolver problemas locais, promovendo a prosperidade da região.
Quais são os símbolos do cooperativismo?
Os símbolos do cooperativismo incluem um círculo envolvendo dois pinheiros, representando a imortalidade e fecundidade, e uma bandeira com um arco-íris e pombas da paz, onde cada cor tem um significado específico relacionado aos valores cooperativistas.
Por que se associar a uma cooperativa?
Associar-se a uma cooperativa oferece acesso a crédito e bens de consumo, participação democrática nas decisões, divisão de responsabilidades e benefícios econômicos, rendimentos superiores devido à isenção tributária e um atendimento diferenciado.
Quais são os benefícios de integrar uma cooperativa?
Os benefícios incluem ganhos econômicos e desenvolvimento humano, igualdade entre os membros, participação ativa nas decisões, retorno financeiro proporcional à participação e contribuição para o desenvolvimento da comunidade local.
Venha prosperar com a Cresol!
O cooperativismo valoriza as pessoas. São elas que ditam as regras para transformar sua realidade. Esses valores humanos contemplam os interesses coletivos com a mesma importância das aspirações individuais. O resultado é o equilíbrio da justiça social com a prosperidade econômica e da sustentabilidade com o lucro.
Alinhada a esses princípios, a Cresol desenvolve diversas práticas para construir um mundo melhor para todos.
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