Cooperativas de Crédito

Saiba como fazer parte de uma cooperativa

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O cooperativismo é um sistema no qual os trabalhadores também são donos do negócio. Nesse modelo de atuação, a soma dos esforços garante que todos progridam juntos. Por isso, fazer parte de uma cooperativa pode trazer diversos benefícios. Você conquista mais autonomia e ainda obtém recursos para se qualificar pessoal e profissionalmente.

O melhor de tudo é que associar-se a uma organização desse tipo é super fácil. Basta seguir o passo a passo abaixo para ingressar nessa corrente. Confira!

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O que é uma cooperativa

Uma sociedade cooperativa é um grupo de indivíduos que exercem a mesma atividade econômica. Esse tipo de sociedade não visa ao lucro, pois a ideia é simplesmente prestar serviços de qualidade aos participantes.

As facilidades podem incluir a compra de equipamentos em conjunto, o desenvolvimento de cursos de capacitação ou, ainda, a oferta de empréstimos a juros baixos. Tudo isso faz com que os cooperados adquiram mais recursos para crescer profissionalmente.

As regras de funcionamento das cooperativas estão descritas na Lei Nº 5.764/71. O texto define a Política Nacional de Cooperativismo.

Passo a passo: como fazer parte de uma cooperativa

Participar de uma cooperativa envolve, principalmente, vontade. A adesão voluntária é um dos princípios cooperativistas. Junto a ela, vem a responsabilidade de comparecer às assembleias e de colaborar financeiramente. Veja como fazer:

1. Escolha o ramo de atividade

Existem cooperativas de diferentes naturezas, conforme o segmento de atuação e as necessidades dos membros. A classificação oficial dos ramos fica assim:

  • Agropecuário – abrange produtores rurais e pescadores, por exemplo, ajudando na comercialização e no armazenamento dos produtos;
  • Crédito – presta serviços financeiros como empréstimo, financiamento e aplicações;
  • Transporte – envolve trabalhadores que atuem no transporte de carga ou de passageiros, desde que os cooperados sejam proprietários dos veículos;
  • Trabalho, Produção de Bens e Serviços – contempla a prestação de serviços especializados, do turismo ao beneficiamento de material reciclável;
  • Saúde – inclui médicos, dentistas ou outros profissionais da área, podendo ainda ser voltada a usuários comuns para a constituição de uma operadora de plano de saúde;
  • Consumo – viabiliza a compra coletiva de produtos ou serviços a preços mais competitivos;
  • Infraestrutura – fornece imóveis, energia elétrica, rede de telefonia e outros serviços essenciais para o crescimento econômico de pequenos empreendedores.

Informe-se sobre a área mais adequada ao seu perfil. Depois, é só procurar uma associação próxima à sua localidade. Há mais de 6,8 mil delas em todo o Brasil!

2. Analise o Estatuto Social

O Estatuto Social é um documento que descreve o objetivo da cooperativa e as normas que regem a instituição. O texto é elaborado, em conjunto, pelos associados (aliás, você vai perceber que todas as decisões importantes levam em conta a opinião dos cooperados, numa gestão democrática e igualitária).

Antes de associar-se, leia atentamente esse material. Assim, você conhece quais serão suas responsabilidades e seus direitos.

3. Conheça os serviços oferecidos

Fazer parte de uma cooperativa significa ter deveres, mas também aproveitar benefícios. Portanto, é importante saber como a organização pode contribuir com o seu crescimento.

Dica: Descubra os benefícios de fazer parte de uma cooperativa de crédito

Por exemplo, uma cooperativa de crédito oferece empréstimos a juros baixos e condições de pagamento facilitadas. Esse serviço permite ter acesso a um aporte financeiro robusto, que pode ser usado para você abrir o próprio negócio ou reformar a casa. Que tal?

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4. Reúna a documentação

Agora que você já entende por que deve se associar a uma cooperativa e qual é a organização certa para suas necessidades, chegou a hora de separar a papelada. Na inscrição, apresente um documento oficial com foto (RG, carteira de trabalho ou CNH), o CPF, um comprovante de residência e um comprovante de renda. Pessoas casadas devem levar, ainda, certidão de casamento e documentos do cônjuge.

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5. Deposite sua cota parte

Como os cooperados são sócios, todos têm participação econômica na entidade. Sendo assim, para ingressar numa cooperativa, você deve adquirir uma ou mais cotas partes. O valor mínimo varia conforme o Estatuto.

Esse dinheiro serve para cobrir as despesas operacionais. Caso haja sobras no fim do ano, elas são repartidas entre todos os participantes do grupo, numa quantia proporcional às cotas partes de cada um.

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Pronto! Seguindo essas etapas, é só esperar pela confirmação do cadastro e, logo mais, você poderá dizer que faz parte de uma cooperativa.

Como fazer parte de uma cooperativa: perguntas frequentes

Vamos combinar que o passo a passo para se associar ao cooperativismo é bem simples, né? Porém, algumas questões sempre suscitam dúvidas entre as pessoas que ainda não conhecem o sistema. Para evitar confusão, segue uma lista de perguntas frequentes e suas respectivas respostas:

Qualquer pessoa pode se associar a uma cooperativa?

Sim, pois a adesão livre e voluntária é um dos princípios cooperativistas. Esse modelo de atividade não faz distinção de gênero, etnia, classe, ideologia política ou crença religiosa. A única exigência é que o participante esteja alinhado aos objetivos da instituição.

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Quais são as responsabilidades do associado?

Como dissemos anteriormente, o cooperado deve adquirir pelo menos uma cota parte para viabilizar as finanças do negócio. Em seguida, é necessário comparecer às assembleias, reuniões nas quais são decididos os rumos da organização. Todo mundo tem direito a um único voto, independentemente da quantidade de cotas partes adquiridas.

Leia mais: Entenda a importância de participar das assembleias da sua cooperativa

Quais são os benefícios de fazer parte de uma cooperativa?

Cooperativas são associações formadas por trabalhadores e para trabalhadores. Isso significa que todo o investimento retorna, de alguma maneira, aos participantes. A união do grupo favorece a aquisição de equipamentos, o financiamento de projetos e a realização de outras empreitadas que não seriam possíveis individualmente.

Como saber se a cooperativa é confiável?

De fato, a idoneidade da organização é um ponto a se considerar. Isso porque, como se trata de um investimento coletivo, deve haver confiança no sistema.

Dica: A comunicação nos dias atuais

A melhor maneira de conhecer a credibilidade de uma cooperativa é buscando informações com quem já participa do movimento. Você também pode procurar os órgãos responsáveis para verificar possíveis irregularidades. No caso das cooperativas de crédito, a atividade é monitorada pelo Banco Central do Brasil (BCB).

Assista ao vídeo abaixo e saiba mais sobre a Cresol.

Os 7 princípios do cooperativismo

A participação numa cooperativa significa soma de forças. O esforço coletivo abre caminho para que cada membro do sistema prospere individualmente. E isso só é possível porque, desde o início, o modelo de gestão conta com sete princípios norteadores. Veja quais são eles:

1. Adesão voluntária e livre

Se você tem interesse em participar de uma cooperativa, a instituição estará de portas abertas. Basta alinhar-se ao objetivo econômico do grupo e estar disponível para assumir algumas responsabilidades, como frequentar as assembleias.

Vale ressaltar que o cooperativismo não faz distinção por gênero, etnia, classe, ideologia política ou crença religiosa. Essa é uma máxima que também se aplica às centrais e federações (como são conhecidas as cooperativas de cooperativas) e às confederações (como são chamadas as cooperativas de federações). Todo mundo é bem-vindo.

2. Gestão democrática

O controle de uma sociedade cooperativista está nas mãos dos próprios participantes. Ao ingressar na instituição, você pode se envolver ativamente na formulação de políticas estatutárias, por exemplo.

As tomadas de decisão são outra etapa importante do processo. Para que tudo ocorra de uma maneira organizada, os membros escolhem seus representantes oficiais por meio de votação. Isso significa que a gestão dos trabalhos se baseia numa postura democrática, e não numa hierarquia imposta por patrões.

3. Participação econômica dos membros

Se há o direito de decidir os rumos do negócio, é natural que haja uma contrapartida. No caso, estamos falando do dever de contribuir com os custos da operação

Todo capital investido na cooperativa se torna propriedade da organização. O dinheiro pode ser usado para a aquisição de equipamentos, o custeio das atividades, entre outras funções.

Se houver excedente no fim do ano, as sobras são distribuídas entre os membros ou reinvestidas na associação. O uso da quantia é definido em assembleia.

4. Autonomia e independência

O modelo cooperativista sempre esteve associado à ideia de liberdade. Nada deve mudar essa condição.

Algumas cooperativas costumam firmar acordos com outras organizações, tanto públicas quanto privadas. Apesar disso, o controle democrático deve continuar a ser dos cooperados, sem interferência externa.

A independência em relação aos demais poderes políticos e econômicos favorece a colaboração mútua entre os participantes. Afinal, sua base de negociação são os interesses comuns.

5. Educação, formação e informação

Uma das funções do cooperativismo é contribuir para o desenvolvimento das comunidades locais. Isso pode ser feito pela via do trabalho ou, então, pela via da educação.

É comum as cooperativas organizarem palestras, cursos técnicos e workshops para qualificar ainda mais os associados. Eles aplicam esse conhecimento na prática, transformando seus empreendimentos, entregando bons produtos e oferecendo um atendimento acima da média. O resultado é a maior competitividade de mercado para uma economia regional aquecida.

6. Intercooperação

Cooperar quer dizer agir em conjunto. O poder de dez pessoas atuando na mesma causa às vezes pode ser maior que a força de dez indivíduos trabalhando isolados.

Inclusive, há casos em que a união não se restringe às estruturas locais. Existem ações de cooperativas regionais, nacionais e até mesmo internacionais. Barreiras geográficas ou culturais não importam, quando se está em busca de um bem comum.

7. Interesse pela comunidade

Embora o cooperativismo tenha se espalhado pelo mundo inteiro, precisamos reconhecer que a primeira centelha parte das comunidades menores. Uma associação de trabalhadores nesses moldes começa com a intenção genuína de atuar em favor do desenvolvimento sustentável. E, para crescer com sustentabilidade, é preciso dar o início numa escala micro.

As políticas cooperativistas levam em consideração a realidade do entorno. Dessa forma, procura-se sanar os problemas locais para abrir caminho à prosperidade da região.

E então: tudo pronto para você fazer parte de uma cooperativa? Esperamos que o conteúdo de hoje tenha sido útil. Se quiser mais informações sobre esse sistema, siga de olho no blog da Cresol. Até a próxima!

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