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Seguro de vida: um investimento para cuidar de si mesmo

Seguro de vida: um investimento para cuidar de si mesmo
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O seguro de vida é um ato de responsabilidade e amor com você mesmo e sua família, pois ele permite recomeçar, como diria o jargão popular, quando a vida prega uma peça. Ele é comumente associado à morte, mas apesar da principal proteção ser a cobertura de morte garantia básica, diversas coberturas deste tipo de seguro são para uso durante a vida. O seguro de vida é responsável por garantir o amparo e a proteção financeira daqueles que você ama, no caso de sua falta ou invalidez. Ele pode ainda, ser utilizado em tratamentos que os planos de saúde não cobrem, para custear medicamentos, quitar dívidas ou plano de financiamento do segurado no caso de morte ou invalidez.

Um levantamento realizado em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) aponta que apenas 15% dos brasileiros têm seguro de vida. A pesquisa também aponta que 20% dos entrevistados tem interesse de adquirir um seguro nos próximos 12 meses. As regiões Sudeste e Sul lideram a lista com mais segurados. O estudo verificou que muitos brasileiros consideram o serviço como uma despesa e abrir mão de consumir algo no presente para contribuir com o seguro, desperta no consumidor uma sensação de perda.

Para dona Neusa Bergamin, associada da Cresol Chapecó, o seguro de vida tornou-se um investimento indispensável. Há um ano sua vida mudou totalmente e o seguro de vida da Cresol trouxe esperança no momento de dificuldade.

Esperança para recomeçar

Neusa Bergamin é moradora da Linha Dianista em Cordilheira Alta-SC, mãe, esposa e trabalhadora da área rural. Ela sempre lutou pelos direitos das mulheres agricultoras, atuou em organizações sociais, movimentos em prol da mulher do campo e sindicatos. Sempre muito ativa na comunidade, já foi ministra, coordenadora do clube de mães e participante do conselho da comunidade. Há 18 anos, montou junto com a família, a agroindústria familiar Bergamin, voltada para panificação. Em junho de 2019, assumiu a Unidade Central das Agroindústrias Familiares do Oeste (Ucaf), responsável por administrar a marca de produtos Sabor Colonial. Em setembro de 2019, ao sentir dores na região da mama direita, ela resolveu procurar o médico, e foi aí que a vida dela mudou totalmente. Ela lembra que a saúde sempre foi uma de suas prioridades. “Fazia todos os anos os meus exames de rotina, meu preventivo e minha mamografia, desde os 30 anos de idade”, comenta. Com o resultado dos exames em mãos e consulta marcada, Neusa recebeu a notícia de que havia nódulos em sua mama e precisaria realizar uma biópsia para confirmar as suspeitas do médico. 

Ela relata que seguia sozinha na luta, pois tinha receio de contar para a família. Na época, o marido, seu Pedro Bergamin, com quem é casada há 36 anos,  realizava tratamento para depressão e síndrome do pânico. “Chorava à noite e no escritório, para que ele não visse. Quando estava sozinha, o desespero batia, mas eu não podia mostrar que estava doente. Eu precisava ser forte”, relembra emocionada. No entanto, na noite antes de realizar sua biópsia, ela contou ao marido sobre sua saúde. Mas foi na filha Mônica que ela encontrou um ombro amigo e força para sua luta. “Na quinta-feira de manhã estávamos indo para o hospital e no meio do caminho minha filha me contou que estava grávida. Uma boa notícia, eu iria ser avó de novo e eu tinha esperança que viesse uma menina, pois eu só tinha netos meninos”, relata. Alguns meses depois, dona Neusa conheceu a Júlia.

Júlia trouxe esperança em meio a luta de Neusa. 
 Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

O resultado da biópsia deveria chegar em 12 dias, mas cinco dias depois da realização do exame, dona Neusa recebeu uma ligação de seu médico informando que deveria comparecer ao consultório na manhã seguinte. E foi então que ela recebeu o diagnóstico: um carcinoma mamário invasivo de grau três e para tratar seria necessário iniciar a quimioterapia. Seriam seis meses de tratamento e muita luta. “Não foi fácil, eu chorava muito de noite, escondido para a família não ver. Eu sabia que não ia ser fácil”, relembra emocionada. Mas antes de iniciar sua batalha contra o câncer, ela se permitiu aproveitar a festa de fim de ano e seu aniversário, afinal, não é todo dia que se completa 52 anos. A celebração reuniu os irmãos, filhos, noras, cunhados, sobrinhos e netos de Neusa.

No dia 05 de janeiro deste ano, a família de Neusa se reuniu para celebrar a vida. 
 Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

No dia 13 de janeiro deste ano, as sessões de quimioterapia iniciaram e passaram a ser realizadas a cada 21 dias. “Eu passava muito mal, ficava a semana inteira de cama, enjoada e sem conseguir comer. A quimio me derrubava. Mas com o passar das semanas, eu me recuperava e voltava ao trabalho”, relembra. A primeira etapa do tratamento foi concluída em junho e poucos dias depois ela realizou a cirurgia de retirada da mama. Foram removidos 17 nódulos benignos. Agora, uma nova luta começa, Neusa ainda precisa realizar 35 sessões de radioterapia, mas não desanima: “Estou bem, estou forte e só não volto a trabalhar presencialmente por conta da pandemia”, relata.

Foram seis meses de quimioterapia e muitas mudanças na vida de Neusa.
Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

A batalha contra o câncer ainda não acabou e o apoio familiar é indispensável para que ela siga firme e forte na luta. Os filhos Maicon e Mônica, e o marido, seu Pedro, são essenciais para Neusa. “Você acaba ficando dependente dos outros e temos sorte de ter a família nesse momento”, relata. Outro importante suporte foi o seguro de vida da Cresol. “Eu fiz o seguro há três anos em uma comemoração do Outubro Rosa e quando eu soube do câncer, fui até a Cresol falar com a Rosi, lembro que choramos juntas”, recorda emocionada. Neusa fez parte do processo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas diversos encaminhamentos, consultas e exames foram realizados por meio da rede de saúde privada e com o auxílio do seguro, ela pode sonhar de novo. “Vai me ajudar muito, pois a gente nunca espera usar o seguro de vida, muito menos para tratar um câncer. Mas agora, eu vejo a vantagem que eu tenho. Com o dinheiro, vou poder reconstruir a minha mama e quem sabe, tirar a outra. Quero continuar firme, tocando a minha vida”, relata.

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