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Por um mundo melhor

Por um mundo melhor
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Histórias de quem coopera por um planeta sustentável

Quantas vezes você parou para pensar na importância de separar o lixo que produz? Esse processo simples ajuda a preservar o meio ambiente, evita a disseminação de doenças, melhora o trabalho dos catadores de resíduo, gera renda e oportunidade.

Para celebrar a Semana do Meio Ambiente, a Cresol convidou associados que desempenham pequenas mudanças sustentáveis no dia a dia para gerar um mundo melhor para as próximas gerações, para falarem um pouco sobre essas atitudes.

Reciclagem: uma atitude que muda o mundo

Para dona Ivone Martins Rodrigues, associada da Cresol PA Vacaria, a reciclagem é sinônimo de oportunidade. Alguns anos atrás, enquanto o marido trabalhava em um trator de esteira no antigo aterro sanitário de Vacaria-RS, ela percebeu que itens de qualidade eram descartados de forma incorreta. “Enquanto ele empurrava o lixo, eu via muito material bom indo fora. Aquilo me doía o coração, porque a gente sabia que aquilo poderia ser aproveitado e gerar renda”, lembra.

Dona Ivone é uma das faces por trás da reciclagem no município de Vacaria-RS.
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Aos poucos, ela passou a coletar esses materiais e realizar a destinação correta. Com vontade de fazer mais pelo meio ambiente e pela comunidade, dona Ivone e o marido auxiliaram na fundação da Associação de Catadores e Catadoras Perseverança (Acap), na qual ela tornou-se Secretária Geral. A entidade conta hoje com 12 associados, mas em decorrência da pandemia, as atividades estão sendo executadas por apenas sete colaboradores.

A reciclagem é uma atitude simples que impacta o planeta e gera renda para centenas de pessoas.
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A entidade tem um galpão destinado a separar, classificar e prensar os materiais recicláveis. “Tem muita gente que chama o nosso galpão de lixão, mas não é um lixão, é uma reciclagem e eu tenho muito orgulho”, destaca. Dona Ivone relata que a associação ainda recebe muito material orgânico e precisa destinar um tempo maior para separar os resíduos, mas acredita que essa atitude simples, fácil e tão importante vai ganhar espaço na vida da comunidade. “Quem sabe um dia, o povo vai olhar para trás e pensar ‘por que eu não fiz antes?’”, ressalta.

Depois que o material passa por essa série de processos, ele está pronto para se tornar a matéria prima em outros setores. A Acap vende o material para indústrias de reciclagem, gerando renda para os catadores e suas famílias. “Realizamos uma partilha do dinheiro que recebemos, temos pouco ganho e muitas horas trabalhadas”, destaca. 

Para dona Ivone, o maior desafio da Acap é a falta de colaboração das pessoas no sentido de fazer uma pré-reciclagem em casa. “A gente recebe muito orgânico no galpão, acabamos demorando mais para separar e temos pouco retorno financeiro. O pessoal precisa separar mais!”, finaliza. 

Quando você separa corretamente o lixo, todo mundo sai ganhando. E aí, vamos juntos cooperar por um mundo mais limpo e sustentável?

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