Educação Financeira

Previdência Privada: investindo para garantir a aposentadoria tranquila

Previdência Privada: investindo para garantir a aposentadoria tranquila
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Os primeiros mecanismos de cunho previdenciário no Brasil datam de 1888. Eles beneficiavam principalmente os setores que eram importantes para o Império como os funcionários dos Correios, da imprensa nacional, das estradas de ferro, da marinha, da Casa da Moeda e da alfândega. A Previdência Privada, também conhecida como Previdência Complementar foi fundada em 1904 como caixa de montepio e destinava-se ao pagamento de pensão à família do empregado após seu falecimento. Já o marco da Previdência Social no país foi em 1923, com sanção da Lei Eloy Chaves. A norma estabeleceu a criação de uma Caixa de Aposentadoria e Pensão (CAPs) para ferroviários de cada uma das empresas do ramo na época. Nesse mesmo período, o sistema passou a ser chamado de Previdência Social. A partir de 1934, foram estendidos os benefícios à portuários, telegráficos, servidores públicos e mineradores. 

 No período da Era Vargas (1930-1945), foi criado o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, que passou a cuidar das questões relacionadas à Previdência. Por volta de 1934, o Ministério aboliu o sistema CAPs e substitui pelos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs). Por volta dos anos 1940, o Banco do Brasil instituiu a complementação da aposentadoria. Mas foi em agosto de 1960 com a criação da Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS) e a inclusão de grande parte dos trabalhadores, que a Previdência ganhou espaço de debate no Brasil. Em 1977, a Previdência Privada foi regulamentada, através da Lei nº 6.435. Apesar do projeto ter sido fomentado na década de 1970, o crescimento só foi verificado no ano de 1990. Já a Previdência Social brasileira, passou a ser garantida pela Constituição Federal de 1988 e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou-se o órgão responsável por administrar o serviço. 

Como funciona a aposentadoria pela Previdência Social?

O sistema funciona por meio de contribuições realizadas ao INSS pelos trabalhadores que possuem carteira assinada, que auxiliam no pagamento dos benefícios de quem já é aposentado. Ou seja, uma geração financia a aposentadoria da outra e o governo cobre o que falta. Para estabelecer o valor da contribuição, o INSS realiza um cálculo com base no salário do contribuinte e alíquota, aplicando assim, um percentual sobre a faixa de salário do contribuinte. Por exemplo, o contribuinte que recebe um salário mínimo de R$ 1.045,00 precisa pagar 7,5% sobre o valor, totalizando uma contribuição mensal de R$ 78,38. Em relação ao valor do benefício, o piso, por lei, é o salário mínimo e o teto R$ 6.101,06. 

Ao longo dos anos, a Previdência Social passou por diversas reformas, mas a Reforma da Previdência proposta pelo Governo Temer, têm sido tema de inúmeros debates e gera dúvidas aos trabalhadores. A emenda constitucional, aprovada no fim de 2019 pela Câmara de Deputados e pelo Senado, apresentou mudanças nas idades de aposentadoria, novo tempo mínimo de contribuição e regras de transição para quem já é segurado, entre outras alterações. Algumas modificações não favorecem os trabalhadores e assim, muitos passaram a questionar-se sobre a possibilidade de aposentadoria no futuro. Depender apenas do Poder Público tornou-se arriscado e a Previdência Privada passou a ser um investimento capaz de garantir a continuidade de renda e uma vida digna após se aposentar. 

A Previdência Social é um direito garantido aos trabalhadores pela Constituição Federal de 1988.
Foto: Reprodução/Pixabay

Previdência Privada: segurança para o futuro

Diante deste cenário, tornou-se necessário pensar e preparar a aposentadoria com antecedência, pois é através dela que o contribuinte garante uma renda futura e uma velhice tranquila. A Previdência Privada é uma forma de complementar sua aposentadoria, comprar imóveis, preparar a sucessão financeira e/ou pagar a faculdade dos filhos. 

De acordo com o assessor comercial da Icatu Seguros, Celso Ricardo de Assumpção, são muitas as vantagens da Previdência Complementar, mas talvez a principal delas seja a de garantir uma renda futura. “Uma excelente vantagem é a rentabilidade. Aplicando em fundos de longo prazo, o capital acumulado pode ter como resultado uma renda mais alta no futuro. A previdência oferece soluções com diferentes estratégias de investimento”, salienta.

A Previdência Complementar é ainda, uma importante ferramenta para auxiliar na manutenção do padrão de vida, já que o benefício pago pelo INSS limita-se ao teto de R$ 6.101,06, independente de quanto você recebe hoje. Além disso, é indispensável para garantir a segurança da sucessão patrimonial em caso de falecimento do contribuinte titular, garantindo tranquilidade financeira à família enquanto o processo de inventário está em execução. É importante lembrar, que através da Previdência Complementar, o contribuinte tem liberdade para investir e flexibilidade em suas contribuições.

Cresol Coopera Prev: dicas para investir em um plano de Previdência Privada

Para investir no plano previdenciário ideal, o Cresol Coopera Prev, um produto de previdência com proteção familiar em caso de invalidez ou morte, indica três passos importantes que auxiliam nessa escolha. O primeiro é a escolha do tipo de plano de acordo com a sua Declaração de Imposto de Renda (IR). O contribuinte pode optar por um Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), indicado para quem faz a declaração completa, podendo deduzir até 12% da renda bruta anual tributável na base de cálculo do IR; ou ainda, o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), para o contribuinte que faz declaração simplificada ou está isento de IR. Neste plano, o beneficiário não conta com o benefício fiscal, mas no momento do resgate ou recebimento da renda, o IR só incide sobre os rendimentos. 

Depois é necessário selecionar qual o tipo de tributação, definindo quando você irá utilizar a sua reserva, em que você pode escolher planos até 10  anos ou mais de 10 anos.  Por fim, escolher o fundo de acordo com o seu perfil de investidor. O contribuinte pode optar por um perfil conservador, que preserva os investimentos sem correr muito risco de variações no rendimento; moderado, que permite maior rentabilidade a longo prazo com as possíveis variações de rendimento; ou agressivo, que gera maior retorno aos investimentos, aceitando as variações de rentabilidade. 

É importante ressaltar que a Cresol defende a Previdência Social, pois compreendemos que é um seguro pago pelo trabalhador para garantir sua subsistência em caso de incapacidade ou aposentadoria. Consideramos a Previdência Privada, como complementação de renda e uma garantia a mais para que você tenha ainda mais segurança no futuro. Para saber mais, basta entrar em contato com a Cresol.

Confira também nosso podcast sobre Previdência Privada.

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