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O que é Pix: entenda o novo sistema de pagamentos instantâneos

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Está chegando ao Brasil um método de pagamento instantâneo que promete revolucionar nossas transações bancárias. É o Pix, uma tecnologia para fazer transferências em poucos segundos. No artigo de hoje, vamos contar tudo o que se sabe sobre esse nova alternativa financeira. Fique conosco!

O que é o Pix

O Pix é um sistema de pagamento que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. A transferência eletrônica ocorre diretamente da conta do pagador para a conta do recebedor, sem intermediários. Essa característica torna o procedimento muito mais veloz. Bastam dez segundos para o dinheiro chegar ao destino.

Aqui já percebemos a primeira grande diferença em relação às soluções existentes no mercado. Quando se faz um pagamento via TED ou DOC, por exemplo, a compensação demora um tempo para acontecer. Isso porque o sistema só opera em dias úteis, num horário específico. Assim, a quantia transferida no sábado cai na conta do destinatário apenas na segunda ou na terça-feira.

O Pix também pode substituir os cartões de crédito e débito em estabelecimentos comerciais. Ou seja: os consumidores têm, a partir de agora, mais uma opção segura para realizar as compras. Ninguém precisará andar com dinheiro vivo no bolso.

Segundo o Banco Central, o Pix estará disponível para o público brasileiro em novembro de 2020. O órgão alega que essa tecnologia tem potencial para alavancar a competitividade econômica, devido aos baixos custos.

Pix Cresol

Como funciona o Pix

Para entender melhor como o Pix funciona, precisamos nos lembrar dos métodos tradicionais. Primeiro, abordaremos as transferências bancárias e, em seguida, falaremos dos pagamentos. Com a comparação, fica bem fácil perceber as vantagens da nova tecnologia.

Transferências

Atualmente, as instituições financeiras oferecem dois serviços para transferência de valores entre contas. Um deles é o Documento de Ordem de Crédito (DOC), que permite movimentar até R$ 4.999,99. O dinheiro chega ao destino no dia seguinte, mas pode demorar mais, caso a operação aconteça após das 22h.

Já a Transferência Eletrônica Disponível (TED) credita o valor ao destinatário até as 17h do mesmo dia. Não existe quantia mínima.

Tanto DOC quanto TED funcionam somente em dias úteis. Desse modo, movimentações feitas em fins de semana e feriados nacionais podem levar dias para ser concluídas. Ainda, vale lembrar que as instituições financeiras cobram taxas para envio de valores para outras instituições.

Pagamentos

Quanto aos pagamentos que não envolvam dinheiro em espécie, há alternativas como o cartão de crédito e o cartão de débito. Outra possibilidade é o boleto bancário, que infelizmente tem restrições de dia e horário para se quitar a dívida. Sem contar que a emissão desse documento gera custos ao lojista ou fornecedor que faz a cobrança. Resultado: as despesas do negócio acabam sendo repassadas ao preço final dos produtos ou serviços.

Pix

A proposta do Pix é o pagamento em tempo real. O sistema fica disponível a qualquer hora, em qualquer dia da semana, incluindo sábados, domingos e feriados. Além disso, não há um limite de valor a ser transferido.

Para utilizar o Pix, basta que pagador e recebedor tenham uma conta associada a essa plataforma. A movimentação é feita por celular, sem necessidade de maquininha de cartão, leitor de código de barras ou outros equipamentos específicos.

As transferências podem ser conduzidas entre pessoas físicas, de pessoa física para estabelecimento comercial ou entre empresas. A única exigência é que haja dinheiro na conta do pagador, pois esse método não disponibiliza crédito.

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Como fazer transferências e pagamentos com Pix

Como dissemos anteriormente, a gestão da conta Pix é feita com um aplicativo de celular. Há várias formas de usar esse sistema.

Para transferências entre pessoas físicas, a maneira mais simples de conduzir o transação é informando um dado pessoal do recebedor. Pode ser o CPF, o número do telefone ou o e-mail vinculado à conta. Essa é a chamada Chave Pix.

Também dá para inserir as informações bancárias do destinatário, como se faz com TED e DOC. Nesse caso, inclui-se nome completo, CPF, número da instituição, agência e conta.

Ainda, o Pix prevê pagamentos com a leitura de QR Code. O código pode ser de dois tipos. A saber:

QR Code estático

Esse código pode ser usado em múltiplas transações. Com ele, é possível definir um valor fixo para um produto. Segundo o Banco Central, esse método é ideal para pequenos varejistas e prestadores de serviço que atuam com preços tabelados. Basta o cliente aproximar o celular da imagem e pronto: o pagamento está feito.

QR Code dinâmico

O código dinâmico é de uso exclusivo a cada transação. Ele contém não só o valor, mas também informações relativas ao recebedor, facilitando a identificação da pessoa. De acordo com o BC, essa versão é indicada para conciliação e automação comercial.

Vale lembrar que, depois de cada operação, o Pix envia uma notificação ao pagador e ao recebedor. Essa é uma ferramenta para aumentar o controle das próprias movimentações financeiras, evitando o risco de fraudes.

O que é a Chave Pix

A Chave Pix é a informação que permite identificar o usuário. Agora, em vez de anotar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transferência, basta utilizar esse código.

Cada pessoa física pode ter até cinco Chaves Pix diferentes. Empresas terão até 20 opções.

A informação cadastrada pode ser o CPF ou CNPJ, o e-mail do cliente ou mesmo o número de seu telefone celular. Também é possível gerar uma sequência alfanumérica aleatória, o que permite resguardar essas informações pessoais.

Importante: a Chave Pix é única e exclusiva de cada instituição financeira. Se você tem conta em dois bancos, só poderá cadastrar o CPF no serviço de um deles. No seguinte, terá que usar outro dado, como o e-mail ou um código aleatório gerado pelo próprio sistema.

O Pix é seguro?

O Pix é a marca única do Banco Central para identificar o ecossistema dos pagamentos instantâneos. Sempre que um banco ou fintech oferecer esse método, o usuário poderá identificá-lo graças ao nome e à identidade visual unificada.

O BC vem liderando o processo de implementação da nova tecnologia há alguns anos. A instituição mantém diálogo com vários agentes do mercado e também implementou um comitê consultivo permanente, o Fórum Pix. Essa autoridade dita as regras de funcionamento do novo sistema, e continuará em atuação após novembro de 2020, na intenção de aprimorar ainda mais os aspectos técnicos e operacionais do ambiente digital.

Ainda, as instituições financeiras são livres para estabelecer regras extras de proteção. Embora o BC não tenha definido um limite máximo de transferências via Pix, os bancos poderão determinar tetos de valores por pagador, por dia ou por mês. Esses cuidados servem para prevenir lavagem de dinheiro ou financiamento do terrorismo, entre outros crimes.

Resumindo, não se trata de um simples experimento. O Pix chegou para tornar as transações eletrônicas mais eficientes, seguras e inclusivas, com o respaldo da maior autoridade econômica do país. A promessa é de custos de manutenção baixos, garantindo a competitividade de pequenos negócios e a saúde financeira dos clientes.

Fraudes envolvendo o Pix

Infelizmente, a nova modalidade de pagamento já vem sendo alvo de golpes antes mesmo de entrar em atividade. Um exemplo são os cadastramentos falsos.

Os criminosos enviam mensagens por telefone, e-mail e até redes sociais, sempre fazendo-se passar pela instituição bancária. Ao clicar no link, a vítima é encaminhada a um site fajuto, mas muito parecido com o oficial. Então, fornece todas as informações supostamente necessárias para cadastrar a chave Pix, inclusive os tokens de autenticação.

Esse esquema existe para roubar os dados do usuário. Com eles, os bandidos conseguem acessar a conta, transferir dinheiro e realizar outras operações fraudulentas.

A principal dica para fugir dessa armadilha é desconfiar de qualquer recado que chegue à sua caixa postal, principalmente se houver erros de digitação. Para registrar-se no Pix, vá diretamente aos canais oficiais de atendimento do seu banco, sendo esses o site ou o aplicativo para smartphone. O cadastramento nunca é feito por chamada telefônica.

Segurança de utilizar o Pix na Cresol

Assim como em todos os nossos outros serviços, fazemos o máximo para manter os seus dados protegidos e a sua segurança em dia. Com a utilização do Pix, não poderia ser diferente.

Com o novo método de pagamento instantâneo as transações e os dados do usuário são protegidos por criptografia e autenticação, evitando que pessoas maliciosas tenham acesso às suas movimentações financeiras. Por isso, faça seu Pix na Cresol com tranquilidade, seus dados são a nossa maior responsabilidade.

Importante destacar que o cadastramento das chaves Pix deve ser realizado apenas no aplicativo da Cresol do seu celular. Essas, por sua vez, não substituem a sua senha bancária. Alertamos também que não solicitamos informações pessoais por mensagens, telefone, e-mail ou através de redes sociais. E, em qualquer desconfiança, entre em contato conosco pelos canais oficiais ou em uma de nossas agências.

Como cadastrar seu Pix com a Cresol

Cadastrar suas Chaves Pix na Cresol é simples e rápido. Primeiro, atualize seu aplicativo de celular para a versão mais recente. Depois, basta acessá-lo e seguir as instruções na tela.

Dica: Como abrir uma conta na Cresol: tudo que você precisa saber

Lembre-se de que você não precisa instalar um software novo para utilizar o Pix. Todas as funcionalidades de pagamento e transferência estarão disponíveis no app da Cresol, assim como acontece com os serviços de TED e DOC.

Se ainda restam dúvidas, acesse nossa página especial sobre o Pix no site da Cresol. Montamos uma seção de Perguntas Frequentes que poderá ajudar. Também disponibilizamos um e-mail específico para troca de mensagens sobre o assunto: pix@cresol.coop.br.

Gostou do artigo? Esperamos que o conteúdo de hoje tenha sido útil para você. Obrigado pela companhia e até a próxima!

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