Cooperativas de Crédito

Entenda o que é capital social e qual a sua importância

O capital social de uma cooperativa é o que torna o cooperado parte dela. Literalmente. Isso significa que ele passa a integrar o quadro social da entidade, tanto compartilhando de seus resultados positivos como emprestando dinheiro a quem precisa.

Em outras palavras, um cooperado é como se fosse um dos donos da cooperativa. Você sabia disso? Neste post, vamos explicar o que é, de fato, o capital social, como ele funciona e também para que serve. Confira!

O que é capital social?

Em uma sociedade empresária, o capital social é o valor do patrimônio de uma organização. Na prática, isso significa que cada sócio integraliza determinada quantia (chamada de cota-parte) que serve de suporte para o desenvolvimento e as atividades financeiras da empresa. O capital social, portanto, é o somatório de todas essas cotas-partes.

Na cooperativa, funciona quase do mesmo jeito. A diferença é que, por lei, uma cooperativa nunca se enquadrará como uma sociedade empresária. Ela será sempre uma sociedade simples — ou, portanto, uma sociedade de pessoas —, já que seu objeto social costuma envolver atividades intelectuais, de natureza artística, científica e literária.

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Assim, no lugar de objetivar resultados financeiros, como acontece com as sociedades empresárias, elas têm por alvo o proveito comum dos cooperados. Todavia, nem por isso, a cooperativa deixa de ter capital social. Todos os cooperados que abrem uma conta na instituição, também adquirem a sua cota-parte, ampliando o somatório do capital social e ajudando a investir na cooperativa.

Com isso, o cooperado passa a fazer parte do quadro social da entidade. Em outras palavras, se torna um dos donos da cooperativa, ao lado dos demais cooperados. Assim, dentro da estrutura da instituição, ele é considerado, ao mesmo tempo, dono, usuário e fornecedor.

Como funciona o capital social?

O valor da cota-parte de uma cooperativa pode variar. Em geral, eles costumam ser de R$100, R$200 e R$1 mil, mas vai depender do estatuto de cada instituição. Em algumas cooperativas as integralizações de Capital Social permitem abrir conta com R$ 1,00. 

Assim, quando integraliza a cota-parte escolhida, o cooperado investe financeiramente na cooperativa. Isso significa que sempre que a instituição apresentar resultados positivos, ele compartilhará desse valor. Em geral, ele vem por meio dos juros obtidos sobre os empréstimos e aplicações financeiras dados às pessoas que precisam de dinheiro, por exemplo.

A forma como esse resultado é distribuído pode variar de uma cooperativa para outra, já que cada uma possui seu próprio critério de validação. Em geral, no entanto, parte desse valor é colocado em fundo de reserva, gerando atender o desenvolvimento das atividades da Cooperativa e a outra é distribuída diretamente aos cooperados, por meio de depósito em conta ou Capital Social (na conta capital).

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É isso que acontece na Cresol, por exemplo. As sobras, que não vão para o fundo de reserva, passam a ser distribuídas para os cooperados que têm um bom relacionamento comercial com a cooperativa. Ou seja: quanto maior a utilização dos produtos e serviços oferecidos pela instituição, maior será a participação dos resultados que ele receberá.

No entanto, se o contrário acontece e a cooperativa é acometida por prejuízos, ela pode usar do capital social ou da própria reserva para cobrir tais perdas. Hoje, contudo, é muito difícil que isso aconteça. A maioria das cooperativas do país estão bem consolidadas e praticamente não apresentam mais perdas. 

Além disso, as cooperativas também podem pagar juros pelas cotas-partes de cada cooperado. Ou seja: o valor aplicado não é um dinheiro que vai ficar parado. Dessa forma, esse investimento pode se transformar em uma importante reserva financeira para o futuro, quando puder solicitar o resgate parcial ou total dessas cotas-partes.

Para que serve o capital social?

O capital social, como já mencionado, é a principal fonte de formação do patrimônio de uma cooperativa. É ele que sustenta o desenvolvimento econômico-financeiro e social dela, e sua ausência faz com que a cooperativa perca a independência financeira. 

Esse valor, no entanto, não é fixo. Ele cresce sempre que novos cooperados passam a aderir à instituição, já que, para tanto, é preciso injetar dinheiro nela. Outra forma de fazer esse capital social aumentar de tamanho, é por meio do aporte voluntário de cooperados que ampliam o valor de sua cota-parte durante o período que fazem parte da instituição.

Essa é uma conduta importante para a cooperativa. Afinal, para que ela consiga se manter e promover o desenvolvimento dos serviços que presta aos cooperados, é preciso sempre incentivar a capitalização.

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A lógica do capital social, portanto, é essa: o cooperado abre uma conta capital, investe dinheiro nela (e, em consequência, também no capital social) e esse valor serve para gerir a cooperativa.

Além disso, como a cota-parte faz do cooperado um dono do negócio, o capital social dá a ele o direito de usufruir dos produtos e serviços oferecidos. Além de assumir, de fato, essa condição, cumprindo com os direitos e obrigações da instituição a que pertencem.

O que é uma conta capital?

conta capital nada mais é do que a conta individual em nome da pessoa que passa a fazer parte da cooperativa. A partir dessa adesão, ele consegue ter acesso a todos os produtos e serviços oferecidos pela instituição.

Além disso, como ele se torna dono do negócio, não será cobrado de qualquer taxa de administração, custo operacional ou impostos relativos ao resgate futuro. Apenas na eventual distribuição de resultados, o cooperado terá que arcar com uma tributação no Imposto de Renda para valores acima de R$1,9 mil.

Quais são os benefícios para o cooperado?

O capital social acumulado de uma cooperativa reflete diretamente no cooperado. São muitos os benefícios que surgem a partir daí. O compartilhamento dos resultados positivos alcançados e a ausência de taxas de manutenção da conta capital, como já mencionado, talvez sejam o reflexo mais imediato disso.

Não é só isso. A adesão a uma cooperativa também garante uma reserva financeira a ser resgatada e que pode se tornar um importante complemento à aposentadoria. 

A opção por tal resgate ocorre de duas formas: total, no momento que o cooperado solicita o encerramento da conta ou pede “demissão” do quadro social da instituição; ou parcial, oportunizando que ele resgate o valor investido aos poucos. Ao atingir determinada idade ou período como cooperado, por exemplo, ele recebe o resgate de determinado valor todos os meses.

Assim, ele não precisa encerrar a conta e ainda consegue garantir uma remuneração fixa e constante, que ajuda a quitar as famosas despesas de início de ano, como IPVA e IPTU. Ainda, realizar sonhos, como viajar com a família ou reformar a casa própria.

Há muitos benefícios ao se associar a uma cooperativa, como se pode ver. Essas vantagens ocorrem tanto em relação ao próprio cooperado como à cooperativa, que consegue manter-se desenvolvida com a valorização do seu capital social e oferecendo os melhores produtos e serviços aos seus usuários. 

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