Entenda a importância do cooperativismo no Brasil
Se preferir, ouça a narração deste artigo:
O cooperativismo está presente na vida dos brasileiros há mais de um século. Esse modelo de negócio tem um espaço relevante na história do país, contribuindo para a transformação econômica e social por meio de diferentes segmentos e atividades.
No texto de hoje, vamos falar mais sobre esse conceito, contar os detalhes do desenvolvimento do cooperativismo no Brasil e explicar como funciona uma cooperativa por aqui. Ficou curioso? Então não deixe de conferir o conteúdo até o final. Boa leitura!
Índice
O que é o cooperativismo?

O cooperativismo pode ser entendido como um sistema econômico e social baseado na colaboração entre as pessoas. A ideia é somar esforços em torno de um interesse coletivo, permitindo que todos compartilhem resultados e possam prosperar juntos.
Em consequência, a prioridade desse modelo de negócio não é o lucro das cooperativas, mas sim o desenvolvimento dos participantes (os cooperados) e da comunidade onde eles estão inseridos.
Além disso, a gestão no cooperativismo é feita de pessoas para pessoas. Isso significa que os processos são democráticos: os membros têm a oportunidade de participar das decisões e ajudar a construir um futuro favorável para todos.
No mundo, a primeira cooperativa surgiu em 1844, em Rochdale, cidade do interior da Inglaterra. Quase meio século depois, a cultura chegou ao Brasil e, desde então, expandiu-se para municípios de todas as regiões do país.
Panorama do cooperativismo no Brasil
A primeira cooperativa brasileira começou a operar em 1889, em Minas Gerais. Com o nome de Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto, a organização era voltada ao consumo de produtos agrícolas.
Logo depois, o modelo de negócio alcançou outras cidades de Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e passou a ser adotado em mais segmentos. Em 1902, foi inaugurada em Nova Petrópolis (RS) a primeira cooperativa de crédito, que segue em operação até hoje.
Com o avanço do cooperativismo no Brasil, foi fundada em 1969 a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) com a missão de representar e defender os interesses do sistema nacional. Outro marco importante no período foi a promulgação da Lei n.º 5.764/71, que define a Política Nacional de Cooperativismo.
Hoje o cooperativismo mantém sua importância, atendendo a mais de 18,8 milhões de cooperados em todos os estados brasileiros. Ao todo, 4880 cooperativas estavam em atuação no país em dezembro de 2021, com o maior número relacionado aos ramos Rural, Saúde e Crédito, segundo dados da OCB.
Provavelmente você conhece ou já ouviu falar de alguma cooperativa brasileira. A Cresol é uma delas. Mas você sabe como esse sistema socioeconômico funciona por aqui? Descubra a seguir.
Como funciona o cooperativismo no Brasil?
As atividades das sociedades cooperativas no Brasil são regulamentadas por lei específica. Segundo a legislação, essas organizações são compostas por indivíduos que exercem uma atividade econômica em comum, sem o objetivo do lucro.
O propósito das cooperativas é justamente prestar serviços aos associados. E para garantir que os interesses coletivos sejam priorizados, as decisões são feitas de forma democrática e participativa.
Cada membro tem direito de voto nas assembleias, ajudando a determinar os rumos do negócio. É nesses encontros, por exemplo, que são escolhidos os novos dirigentes e definido como será realizada a distribuição das sobras financeiras.
As cooperativas podem atuar em diferentes segmentos da economia, dividindo-se nos seguintes ramos: agropecuário; consumo; crédito; infraestrutura; saúde; trabalho, produção de bens e serviços; e transporte.
Além disso, essas organizações podem estruturar-se em três instâncias: singular, central e confederação, como veremos na sequência.
Tipos de cooperativas

Para compreender melhor o funcionamento das cooperativas, é importante também conhecer quais são os tipos de sistemas de cooperativismo existentes no país. Conforme a legislação, existem três:
Singular
Uma cooperativa singular é o elo de contato com o associado. É essa unidade que vai realizar a prestação direta de serviços aos cooperados, que podem ser tanto pessoas físicas como jurídicas. A única observação é que, quando o atendimento é para empresas, elas não podem ser da mesma área de atuação da cooperativa.
Central
As cooperativas centrais, também denominadas federações, são aquelas formadas por pelo menos três cooperativas singulares. O objetivo dessa união é organizar e ampliar a escala dos serviços oferecidos aos associados, facilitando o atendimento.
Além disso, essa colaboração amplia o poder de negociação das cooperativas com o mercado e o poder público.
Vale lembrar que para existir o vínculo, não é necessário que as cooperativas filiadas estejam localizadas na mesma cidade.
Confederação
As confederações correspondem à terceira e última instância de organização das cooperativas. Elas resultam da união de no mínimo três cooperativas centrais, o que amplia ainda mais a escala de serviços ofertados, além de dar mais força à defesa e à luta dos interesses dos cooperados.
Quais os benefícios do cooperativismo?
Até aqui, nós contamos sobre o que é e como funciona o cooperativismo no Brasil. Outro ponto importante para esse debate são os principais benefícios em fazer parte de uma cooperativa.
A primeira vantagem é que a prioridade no cooperativismo são as pessoas. Como as cooperativas não visam o lucro, se torna possível aliar os resultados econômicos ao desenvolvimento humano.
Com a atuação baseada nos valores humanos, ganham não apenas os cooperados, mas toda a sociedade no entorno. Isso porque as cooperativas investem no segmento e na região onde atuam, o que resulta em mais empregos e movimento às empresas locais.
Além disso, todas as ações são democráticas e priorizam o interesse coletivo. Cada associado pode participar ativamente das decisões. Em outras palavras: você não é apenas um cliente. Como cooperado, você também é sócio da cooperativa, e recebe o retorno proporcional à sua participação.
Não à toa, mais de 18 milhões de brasileiros são associados a cooperativas no país. Continue a leitura e saiba como a vida dessas pessoas vem sendo impactada pelo cooperativismo.
Como o cooperativismo no Brasil impactou a vida dos cooperados?
Como vimos, o modelo de negócio do cooperativismo tem como foco as pessoas. Seus princípios estão baseados em valores humanos, éticos e sustentáveis, sempre com o objetivo de proporcionar um presente e um futuro melhor para os cooperados e seu entorno.
Um exemplo são as cooperativas de crédito, que promovem um impacto positivo na vida dos brasileiros ao oferecer linhas de financiamento com taxas mais acessíveis e flexíveis do que os bancos tradicionais.
Além dos serviços, as cooperativas investem ainda em diversas ações voltadas à sustentabilidade e ao desenvolvimento das pessoas. É o caso da Cresol, que realiza uma série de projetos para a educação e capacitação de toda a comunidade, das crianças aos idosos.
Resumindo, podemos entender que o cooperativismo no Brasil contribui não apenas para o bem-estar dos associados, mas também para uma sociedade mais justa e igualitária.
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Depois de entender o modo de atuação das cooperativas no país, fica mais fácil entender por que o cooperativismo no Brasil é uma importante ferramenta de transformação social.
Esperamos que tenha gostado da leitura! Acompanhe o nosso blog para ter acesso a mais conteúdos e conhecer outras ações da Cresol.
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