Educação Financeira

Educação financeira pessoal: 8 passos para começar a sua

Você já parou para pensar na importância da educação financeira pessoal? Infelizmente, pouco se fala sobre o tema no Brasil. Quando é abordado, é feito de forma superficial, normalmente ensinando você a lidar com o cartão de crédito ou a enfrentar momentos de crise. Porém, educação financeira é algo que vai muito além disso.

Se você tem passado por dificuldades financeiras, com dívidas e falta de dinheiro no final do mês, está na hora de construir uma nova realidade, que terá como ponto de partida a educação financeira pessoal. 

Apesar de ser algo comum, o descontrole financeiro não é o estado normal das coisas. O correto é você ter o controle das suas finanças e poder investir no seu crescimento pessoal e no crescimento do seu negócio, a fim de ter uma vida tranquila, proporcionando, também, um futuro tranquilo para a sua família.

Neste artigo, vamos ajudá-lo a viver de forma mais tranquila, com as finanças equilibradas, mostrando 8 passos para começar a sua educação financeira pessoal. Mesmo que já tenha uma vida financeira organizada, é provável que você se surpreenda com algumas dicas encontradas aqui, que vão ajudá-lo a melhorar ainda mais. Vamos conferir?

1. Ganhe dinheiro

A lição aqui é a importância de buscar ganhar sempre mais, como forma de melhorar o equilíbrio financeiro. A forma mais conhecida e honesta de ganhar dinheiro é trabalhando. O trabalho, no entanto, não é a finalidade em si. O importante é o que o seu trabalho entrega à sociedade. O que você faz tem valor para as pessoas?

Se você é um produtor rural, você entrega alimentos. Logo, seu trabalho tem um alto valor para a coletividade. Contudo, para se diferenciar e ganhar mais dinheiro, é preciso mais do que esforço. É preciso dominar o conhecimento relacionado à sua atividade econômica.

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Se você é agricultor, sua atividade é a agricultura. Então, você deve investir no aprendizado das melhores técnicas de fertilização da terra e plantio. Deve investir, também, em novas tecnologias voltadas para a colheita e a separação dos grãos.

Guarde a palavra “investimento”, porque ela vai fazer ainda mais sentido mais à frente.

2. Tente gastar menos do que ganha

Se você adota essa premissa em sua rotina financeira pessoal, tudo indica que tem boas chances de prosperar como empresário. Ter folga nas receitas, em relação às despesas, é a base para que os próximos passos da educação financeira pessoal sejam possíveis.

3. Combata o consumismo

Consumir faz parte da vida de qualquer ser humano. Todos precisam comer, se vestir, passear, educar filhos, ter eletrodomésticos, produtos eletrônicos, serviços e informação.

O consumismo, por sua vez, é o consumo desnecessário e desenfreado. É consequência do bombardeio de propaganda ao qual somos submetidos diariamente, que nos confunde com relação àquilo de que realmente precisamos. 

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O consumo exagerado e irracional é o responsável por grande parte das mazelas da sociedade, gerando pessoas endividadas, doentes e frustradas. Cuidado!

4. Faça o planejamento financeiro

Não se assuste: planejamento financeiro é a coisa mais simples do mundo. Quer ver? Quanto você ganha? Suponha que sua renda mensal é de R$ 2.500,00. Assim sendo, quanto deve ser a sua despesa?

Não, ela não pode ser de R$ 2.500,00. O que acontecerá quando houver um imprevisto? E se você decidir fazer um financiamento no banco ou na cooperativa de crédito para comprar uma máquina para aumentar a produtividade da sua plantação? Onde você vai incluir as parcelas do financiamento?

As suas despesas devem ser sempre menores que as suas receitas. Se você tiver uma despesa de somente R$ 1.200,00, tanto melhor. Sobram R$ 1.300,00 para você bancar investimentos e guardar dinheiro para não ser pego de surpresa por qualquer eventualidade.

Se sua receita é irregular, faça uma estimativa de ganhos anuais. Se sua estimativa de ganhos é de R$ 60 mil anuais, a despesa anual deve ficar o mais abaixo disso possível.

O importante é que a estimativa de ganhos anuais seja realista. Na verdade, o bom planejamento financeiro é pessimista. Quanto mais pessimista for a previsão, menor o risco de você comprometer um dinheiro que não tem com despesas que não poderá pagar.

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Do lado das despesas, relacione as fixas com as que são variáveis para fazer o cálculo da despesa total. As fixas são aquelas que são reincidentes e com o mesmo valor. Um exemplo é o aluguel de um imóvel ou a prestação de um automóvel.

Já as variáveis são aquelas, reincidentes ou não, cujo valor varia de acordo com o consumo, como luz, telefone, combustível etc. É importante estimar o custo médio dessas despesas para fazer o orçamento mensal e anual.

5. Defina quais são suas despesas prioritárias

Sabe aquelas despesas inevitáveis, como aluguel, alimentação e colégio das crianças? Essas despesas não podem ser cortadas. Elas são, portanto, prioritárias. Por outro lado, despesas supérfluas, como aquela pizza no final de semana e o ingresso para o cinema, são as primeiras a serem cortadas em caso de crise.

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Criando uma hierarquia entre as despesas, colocando as mais importantes no topo e as menos importantes na base, você terá como adequar seu custo mensal. Essa medida é obrigatória para quem tem ganhos mensais variáveis. Quando a receita for reduzida, é só cortar as despesas supérfluas e prescindíveis.

6. Só pegue dinheiro emprestado se for para investir

Pegar empréstimo, só se for para financiar o aumento de sua produtividade e, consequentemente, de suas receitas. O financiamento, nesse caso, é um investimento, um dinheiro que vai e volta em dobro.

O oposto disso, que deve ser evitado, é pegar um empréstimo com a finalidade de apenas consumir. Isso faz você aumentar as despesas, mas não a receita. É o caminho certo para constrangimentos financeiros.

7. Economize

Há dois tipos de pessoas: as que gastam tudo que têm e vivem endividadas e as que guardam dinheiro e realizam seus projetos. Seja o segundo tipo. Guardar dinheiro não é coisa de gente avarenta, é coisa de gente próspera.

Por exemplo, se você investir em um imóvel e pegar um financiamento para pagar em 30 anos, o custo mensal com as parcelas pode caber no seu bolso. O problema é que, após 30 anos de sacrifício, você terá pago uns três imóveis só com os juros.

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Se, ao contrário, você investir o valor mensal da parcela durante 15 anos em aplicações financeiras, é capaz de comprar o mesmo imóvel à vista e com desconto. 

Vamos supor, no entanto, que você tenha uma doença na família no decorrer desse período. Se tiver o dinheiro guardado, terá de onde tirá-lo para a emergência. Se estiver pagando a prestação, é bem provável que você tenha que se endividar e pode até não conseguir mais pagar o apartamento. Entendeu por que é importante economizar?

8. Invista

Quando você fizer sua escala de prioridades, depois dos gastos indispensáveis coloque os investimentos. Investimento é tudo aquilo que você adquire para aumentar seus ganhos. Quando você faz um curso profissionalizante, está investindo. O mesmo acontece quando você compra um novo equipamento para aumentar a produção ou quando faz uma aplicação no sistema financeiro.

Qualquer gasto que não dará um retorno no futuro não é considerado investimento. Portanto, sempre que puder, invista. A melhor forma de usar seu dinheiro não é consumindo, mas investindo no futuro. Não quer dizer que você não possa consumir nunca, pois trabalhamos para usufruir do dinheiro, correto? Trata-se, apenas, de estabelecer uma hierarquia de prioridades.

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Portanto, adotando as lições de educação financeira pessoal em sua vida, não demorará muito para perceber como ela pode ser melhor sem a pressão das dívidas, sem dinheiro faltando no final do mês e com as aplicações financeiras fazendo seu patrimônio crescer.

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