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Dia Internacional do Orgulho LGBTI+: a liberdade de ser você!

Dia Internacional do Orgulho LGBTI+: a liberdade de ser você!
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Em 28 de junho de 1969 foi instituído na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+. A sigla visa representar toda a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais, o símbolo +, é utilizado para representar todas as outras letras que compõem a sigla que não para de crescer.

A data faz referência à Revolução de Stonewall, que aconteceu no mesmo período. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali com frequência. A perseguição da polícia às pessoas LGBTI+ durou mais duas noites e, no ano seguinte, resultou na organização na 1° Parada do Orgulho LGBTI+, realizada para lembrar o episódio. O acontecimento ganhou proporções gigantescas e hoje, Paradas do Orgulho LGBTI+ acontecem em quase todos os países do mundo ao longo do ano.

Infelizmente, a perseguição, a discriminação e a violência contra pessoas homoafetivas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero, não acabaram. Em 2019, o relatório State Sponsored Homophobia apontou que a homossexualidade é criminalizada em 70 dos 193 países-membros das Nações Unidas. Ainda, 68 têm leis explícitas contra a homoafetividade que vão de prisão perpétua a pena de morte. Atualmente, 52 países têm leis específicas contra a discriminação LGBTI+ e 28 legalizaram o casamento homoafetivo e adoção. A luta da comunidade pela equidade de direitos nunca cessa e em meio a essa batalha, a palavra de ordem é respeito.

No Brasil, o país que mais mata LGBTI+, a cada 26 horas uma morte violenta dessa comunidade é registrada. O relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) aponta que em 2019, 329 LGBTI+ tiveram morte violenta no Brasil causada por homofobia. Porém há subnotificação e falta de tipificação adequada deste tipo de crime, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não inclui no censo nacional o segmento LGBTI+. Estudos realizados por entidades ligadas ao movimento apontam que existam no Brasil por volta de 20 milhões de gays, 12 milhões de lésbicas e 1 milhão de pessoas trans.

Apesar de disso, avanços significativos têm acontecido para garantir aos LGBTI+ os seus direitos. Ser identificado pelo nome com qual se identifica é uma das maiores batalhas da pessoas trans, apesar de todo o preconceito, a identificação pelo nome social, foi garantida pelo SUS em 2009. Em maio de 2011, o direito de amar e registrá-lo foi conquistado, a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi garantida junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou uma resolução que permite aos cartórios registrarem uniões homoafetivas.

Uma das maiores conquistas da comunidade LGBTI+, foi garantida em 2018, quando o Conselho Federal de Psicologia (CFP) aprovou a regulamentação que proíbe os psicólogos de realizarem os tratamentos de “reorientação sexual”, popularmente conhecidos como “cura gay”. A mais recente vitória do movimento foi a criminalização da homofobia, em junho de 2019, o projeto de lei que tramita desde 2006 foi finalmente sancionado. E aos poucos, essa comunidade têm conquistado seus direitos e ganhado espaço nas telas de cinema, em novelas do horário nobre, na política e tantos outros ambientes considerados heteronormativos.

Foto: Reprodução/Revista Capricho

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