Soluções Financeiras

Análise financeira da empresa: aprenda como fazer!

Segundo dados da pesquisa Demografia das Empresas divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6 a cada 10 negócios não sobrevivem aos 5 primeiros anos de funcionamento.

Para se ter uma ideia, do total de 733,6 mil empresas criadas em 2010, apenas 277,2 mil mantiveram-se em funcionamento até 2015, o que demonstra o quão desafiador pode ser a jornada inicial de um empreendimento.

Por esse e outros muitos motivos, ter total controle e organização da saúde financeira do negócio, colocando todas as contas na ponta do lápis, é uma das mais importantes medidas para superar a maior parte dos desafios da jornada de empreendedor.

Dada a importância do tema, neste post vamos mostrar a você o que é e como desenvolver uma análise financeira da empresa de maneira eficiente. Continue lendo e confira estas dicas para o sucesso!

Dica: Como avaliar se uma taxa de juros é atrativa?

O que é a análise financeira da empresa?

De maneira geral, a análise financeira nada mais é do que o esforço dedicado à compreensão das finanças de um negócio com foco na garantia da sua estabilidade, viabilidade e capacidade de gerar lucro.

De maneira mais simplificada, também pode ser entendida como o conjunto de ações e instrumentos que permitem avaliar a saúde financeira da empresa, bem como prever como será o seu desempenho no futuro.

Nesse contexto, a partir de uma série de indicadores específicos, empresários e profissionais da área podem entender de maneira mais exata quais pontos estão contribuindo — ou não — para que o empreendimento alcance os resultados esperados, considerando diferentes características da sua rotina.

Como fazer essa análise?

Agora que você já sabe o que é a análise financeira, está na hora de entender melhor como utilizar essa ferramenta na sua empresa.

O ponto primordial da análise é a utilização de indicadores. São eles os responsáveis por demonstrar, em números e dados concretos, qual é a real situação financeira do seu empreendimento.

A partir desse tipo de informação, conduzir a empresa torna-se mais simples e seguro, pois você terá os dados que necessita para tomar as decisões e ajustar os pontos que não apresentam resultados satisfatórios.

Vale lembrar que se tratando de uma pequena empresa, nem sempre é necessário compor um arsenal muito vasto e complexo de indicadores. O ideal é utilizar os mais básicos, os que são mais simples de acompanhar e entender. A exemplo, podemos citar:

Indicadores de liquidez

Têm como foco a avaliação da capacidade da empresa de cumprir com suas obrigações em curto prazo — isto é, responsabilidades que têm vencimento próximo. Os principais indicadores de liquidez são:

Indicadores de estrutura do capital

Avalia a proporção do capital da empresa que se encontra comprometida com obrigações — dívidas com fornecedores, bancos, entre outros passivos — e também quanto de capital de terceiros é utilizado para manter o negócio.

Nesse ponto é importante estar atento ao endividamento do patrimônio, pois um índice muito elevado pode comprometer o caixa da empresa e dificultar investimentos necessários para o crescimento do negócio.

Indicadores de atividade

Servem para medir eficiência do seu fluxo de caixa, ou seja, a rapidez com que contas se convertem em vendas. Aqui, os indicadores mais utilizados são o giro de caixa, período médio de cobrança e giro de estoques.

Um giro de caixa alto, por exemplo, significa que o dinheiro recebido pelas vendas logo é utilizado para financiar as suas atividades. Assim, os prazos são curtos e a empresa necessita da venda das mercadorias para manter-se. Logo, a queda nas vendas pode rapidamente afetar as atividades.

Além desses indicadores, existem outros itens que devem ser considerados na sua análise financeira e que também vale a pena conhecer. Vejamos:

Custos variáveis e fixos

Os custos variáveis e fixos fazem parte da gestão de qualquer negócio, compondo os gastos necessários para as atividades.

Os custos variáveis representam tudo aquilo que está diretamente relacionado à quantidade de vendas, de produção ou prestação de serviços. Os custos fixos, por sua vez, são os valores pagos com aluguel, energia, água, telefone, material de limpeza e outras despesas rotineiras.

Precificação

A precificação dos produtos e/ou serviços da sua empresa também devem fazer parte da análise financeira, afinal, é esse o valor responsável por custear as despesas e gerar o lucro.

No momento da precificação, alguns pontos devem ser considerados, tais como a concorrência, os impostos, as embalagens, a mão de obra, o frete, a qualidade e o valor agregado pela marca.

Lucro operacional

O lucro é, sem dúvidas o que toda empresa busca. No entanto, alcançar uma boa margem nem sempre é simples. A análise financeira serve exatamente para ajudar. É por meio dos seus demonstrativos que o empreendedor visualiza os pontos fracos do negócio e trabalha para corrigir e aumentar a sua rentabilidade.

O lucro operacional, nesse contexto, é o resultado obtido após as deduções geradas pelos custos fixos e variáveis pagos em determinado período — sem esquecer, é claro, da parte dedicada aos investimentos. A melhor forma de entender e conhecer o lucro operacional de uma empresa é analisar o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE).

Demonstrativo de Resultados do Exercício

O Demonstrativo de Resultados do Exercício é, para muitos empresários, o principal instrumento de gestão financeira. Por meio desse recurso contábil consegue-se fazer um raio-x dos principais pontos do negócio, avaliando uma grande quantidade de informações — muitas delas já mostradas ao longo deste artigo — como receita, custos, impostos, gastos com pessoal e muito mais.

O objetivo central da elaboração uma Demonstração de Resultados para sua empresa é detalhar cada etapa que compõe o resultado líquido das operações em um exercício por meio da comparação de custos, despesas e receitas, gerando um relatório extremamente útil para tomada de decisão.

Quanto à sua formulação, o mais indicado é que o DRE seja elaborado de maneira sequencial e lógica, o que simplifica a sua interpretação e organização. Assim, o caminho para entender como é composto o lucro líquido da empresa e quais são as ações necessárias para melhorá-lo é encurtado.

Por fim, a análise financeira da empresa é o elo de ligação entre ações e bons resultados. Contar com essa ferramenta, como vimos, gera mais segurança e transparência para a gestão do negócio, potencializando as suas chances de alcançar o sucesso.

Gostou deste artigo? Tem interesse em melhorar os resultados da sua empresa e precisa de apoio e crédito? Podemos ajudar você! Entre em contato conosco e conheça nossas soluções!

Cresol: ao seu lado, sempre que precisar.

Categorias: Soluções Financeiras